Havia, certa vez, numa pequena cidade, um rapaz que imitava animais. Qualquer bicho que pedissem para ele imitar, ele o fazia com perfeição: Porco, cachorro, gato, cabrito, cavalo... Passarinhos então... Enganava até os próprios passarinhos.
Um dia, apareceu na cidade um homem desconhecido, que se dizia também imitador de animais. E desafiou o jovem a uma aposta, para ver quem imitava melhor.
O rapaz topou. O valor da aposta era alto. Combinaram a data e o local: O auditório da cidade. O animal a ser imitado era um porquinho, um leitão.
A notícia espalhou-se e, na noite marcada, o auditório ficou repleto. Todos os habitantes estavam certos de que o rapaz ia ganhar a aposta.
O primeiro a se apresentar foi o rapaz da cidade. Imitou tão bem um leitão, que toda a plateia o aplaudiu longamente, gritando em coro: "Já ganhou, já ganhou..."
Em seguida, foi a vez do forasteiro. Ele usava um capote. Logo de início, quando a assembleia ouviu o som, já o vaiou em coro: “Já perdeu, já perdeu...”
No final, sabe o que ele fez? Abriu o seu capote, pegou o leitão e mostrou para todos. Não era ele que estava produzindo os sons, e sim o próprio animal!
Como que os nossos julgamentos são subjetivos, viciados, preconceituosos e influenciados pelos nossos afetos ou desafetos!
Foi por isso que os fariseus e os mestres da Lei do tempo de Jesus ficaram cegos e surdos, e não viram nem ouviram os sinais que Deus lhes mandava, através do seu Filho.
“Esta geração é uma geração perversa. Busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas” (Lc 11,29; Cf livro de Jonas). Depois que Jonas foi engolido pela baleia, e reapareceu vivo, o povo de Nínive ficou assustado com o prodígio e se converteu. Os judeus não precisavam esperar Jesus morrer e ressuscitar, para acreditar nele. A ressurreição de Jesus foi um duplo sinal: Da sua divindade e da incredulidade radical daqueles que o mataram, que resultou no maior crime da História.
Que Maria Santíssima nos ajude a ser abertos a Deus, a fim de não precisarmos do “sinal de Jonas”, isto é, de só acordarmos depois que cometermos um horrível pecado.
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