Certa vez, um monge e um discípulo caminhavam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, jogou-se na água e estendeu o dedo para o bichinho.
Quando o trazia para fora, o escorpião o picou. Devido à dor, o monge deixou-o cair novamente na água. Foi então à margem, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Continuando a caminhada, o discípulo lhe disse: “Mestre, deve estar doendo muito. Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Picou a mão de quem o salvara. Que se afogasse! Não merecia compaixão!
O monge ouviu tranquilamente o comentário e respondeu: “Ele agiu conforme a sua natureza, e eu de acordo com a minha”.
O monge foi imprudente ao estender o dedo para o escorpião. Mas o fato nos faz refletir sobre a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com quem nos relacionamos. Não podemos, nem temos o direito, de mudar o outro. Cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte, com muito amor e respeito ao próximo, cada qual conforme a sua natureza.
E a nossa natureza não é só humana. Temos uma “janela aberta ao infinito”. Participamos da natureza divina. Só nos realizamos plenamente no amor, na doação, na união com Deus e com o próximo, como bons membros da Igreja que Jesus fundou.
Que Maria Santíssima nos ajude a reproduzir em nós a imagem de Cristo, pois a nossa natureza ultrapassa a vida material.
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