Por Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R Em Histórias de Vida

O rei narigudo

Havia, na antiguidade, um rei que gostava de ser elogiado e homenageado. No entanto, ele tinha um defeito físico notável: Seu monstruoso nariz era extremamente feio e deformado. Por isso, não deixava nenhum pintor retratá-lo, já que naquele tempo não havia fotografia.

No entanto, quando estava velho, seu filho e sucessor insistiu tanto que conseguiu que o pai permitisse ser pintado em uma tela, a fim de ser colocada na galeria dos reis do reino. Mas o pai estabeleceu uma condição: Só aceito se o artista me pintar a contento. Os três melhores pintores do reino foram convocados.

O primeiro retratou o monarca tal e qual, com o seu narigão horripilante. O rei recusou a pintura e mandou prender o artista.

O segundo pintou o rei fielmente, com exceção do aberrante nariz, em cujo lugar colocou um belo e irrepreensível nariz. O rei sentiu-se ridicularizado e mandou prender também este artista.

Chegou a vez do terceiro pintor. Este, conhecendo a paixão do rei pela caça, retratou-o portando uma carabina e apontando-a em direção a uma raposa. E a arma cobria-lhe justamente o nariz. Vendo o quadro, o soberano sorriu satisfeito e recompensou largamente o artista.

A estória retrata três atitudes nossas. A primeira é a franqueza exagerada, que pode ferir as pessoas. A segunda é a mentira, distorcendo os fatos, a fim de agradar aqueles a quem desejamos conquistar. E a terceira atitude, a ideal, é expor sempre a verdade, mas evidenciando o que é útil e edificante, e desfocando os aspectos menos construtivos.

Que o bom Deus nos ajude a sermos sempre fieis à verdade, mas não a expondo quando isso pode prejudicar o nosso próximo. Nós temos o direito de ocultar aquela parte da verdade que pode prejudicar alguém.

(Fonte: Pe. Jesus Bringas)

Escrito por
Padre Antônio Queiróz dos Santos (Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R)
Pe. Antônio Queiroz, C.Ss.R

Mais conhecido como Padre Queiróz (in memoriam) recolheu ao longo de seu ministério centenas de histórias que falam de forma simples e popular da fé e das realidades do povo de Deus.

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