Havia, na antiguidade, um rei que era sábio. Ele tinha três filhos, e resolveu fazer um teste para ver a qual deles passaria a coroa.
Chamou-os, deu a cada um uma boa soma de dinheiro, a mesma quantia para os três, e disse: “Quero que vocês saiam pelo mundo afora; aquele que realizar a obra mais bela será o meu sucessor.” Eles saíram.
O mais velho encontrou um pobre e deu a ele a metade do dinheiro que trazia. Voltou e contou ao pai. Este lhe disse: “Você fez uma boa obra, filho, mas o dinheiro é exterior a nós mesmos”.
O segundo chegou dias depois e disse: “Pai, caminhando à beira-mar, vi um homem se afogando. Atirei-me no mar e o salvei. Arrisquei-me e quase morri afogado”. O pai respondeu: “Você fez bem, filho; arriscou a sua vida pelo próximo”.
Dias depois, chegou o mais novo. Emocionado, ele disse ao pai: “Pai, não quero a coroa. Pode dá-la a um dos meus irmãos. Porque eu já obtive a felicidade”. “O que você fez, filho?” perguntou o pai. Ele disse: “Eu estava atravessando uma ponte e encontrei um inimigo meu pendurado nela. A correnteza era muito forte e ele ia morrer. Eu o salvei”.
O pai também ficou emocionado. Chamou os outros dois e disse: “O mais velho será o ministro das finanças. O do meio será o ministro do governo. E o mais novo receberá a coroa, porque a virtude principal de um governante é saber perdoar os inimigos e tratar a todos com igualdade”.
De fato, a primeira qualidade do chefe é zelar pelo bem de todos, especialmente dos seus inimigos e dos excluídos. Assim, os próprios súditos, unidos e valorizados, construirão o progresso e a felicidade de todos.
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