Santo Padre

Papa: “esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade”

Escrito por Redação A12

05 ABR 2026 - 10H09 (Atualizada em 05 ABR 2026 - 10H25)

Vatican Media / Reprodução

Neste Domingo de Páscoa (05), Papa Leão XIV rezou a tradicional oração do Regina Coeli que substitui o Angelus no Tempo Pascal. Após a oração o pontífice também proferiu a mensagem Urbi et Orbi, à Cidade de Roma e ao Mundo, na sacada central da Basílica de São Pedro.

:: Por que rezamos o Regina Coeli no lugar do Angelus?

O Santo Padre iniciou sua reflexão afirmando que a Páscoa é a “vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”, e completou explicando que esta é uma vitória com um preço muito alto.

"Pois Cristo, o Filho do Deus vivo, teve de morrer, e morrer numa Cruz, depois de ter sofrido uma condenação injusta, de ter sido ridicularizado e torturado, e de ter derramado todo o seu sangue. Como verdadeiro Cordeiro imolado, tomou sobre si o pecado do mundo e assim nos libertou a todos do domínio do mal, e conosco também a criação".

Ele questionou os fiéis presentes: “Como é que Jesus venceu?”. Em seguida explicou de onde veio a força de Cristo.

"Esta força, este poder é o próprio Deus, Amor que cria e gera, Amor fiel até o fim, Amor que perdoa e resgata. Cristo, o nosso, Rei vitorioso, travou e venceu a sua batalha através do abandono confiante à vontade do Pai, ao seu desígnio de salvação".

E lembrou que foi desta maneira que Jesus percorreu sua vida, com diálogo e obras; fez-se carne; para nos libertar a nós, que éramos escravos, fez-se escravo; para nos dar vida a nós, mortais, deixou-se matar na cruz.”

Papa Leão XIV afirmou ainda que a força com que Cristo ressuscitou não foi uma força violenta, mas transformadora.

A força com que Cristo ressuscitou é completamente não violenta. É semelhante à de um grão de trigo que, ao decompor-se na terra, cresce, abre passagem pelas leivas, germina e transforma-se numa espiga dourada. É ainda mais semelhante à do coração humano que, ferido por uma ofensa, rejeita o instinto de vingança e, cheio de piedade, reza por quem o ofendeu”.

E completou: “esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade”.

A ressurreição de Cristo inaugura uma nova humanidade e marca a entrada na verdadeira terra prometida, onde todos são chamados a reconhecer como irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai, que é Amor, Vida e Luz.

De acordo com o santo padre, com a sua ressurreição, "o Senhor coloca-nos ainda mais intensamente perante o drama da nossa liberdade. Diante do sepulcro vazio, podemos encher-nos de esperança e admiração, como os discípulos, ou de medo, como os guardas e os fariseus, obrigados a recorrer à mentira e ao subterfúgio para não reconhecerem que aquele que fora condenado tinha realmente ressuscitado.”

O Papa nos convida a deixar-se surpreender por Cristo e a permitir que o seu amor transforme os corações, pediu pelo abandono das armas e à escolha da paz construída pelo diálogo e pelo encontro, e não pela força ou dominação.

Leão XIV destaca que a humanidade se habituou à violência e caiu em uma “globalização da indiferença”, como também dizia o saudoso Papa Francisco. Explicando que a humanidade se tornou insensível às mortes, ao ódio, às divisões e às graves consequências sociais e econômicas dos conflitos.

“A Cruz de Cristo recorda-nos sempre o sofrimento e a dor que envolvem a morte, e o tormento que ela acarreta. Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar. Não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal! Santo Agostinho ensina: ‘Se tens medo da morte, ama a ressurreição!’. Amemos também nós a ressurreição, que nos recorda que o mal não é a última palavra, porque foi derrotado pelo Ressuscitado [...] Jesus atravessou a morte para nos dar vida e paz: ‘Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. A paz que eu dou não é como a dá o mundo’.”

Mensagem de Páscoa

"Neste dia de festa, abandonemos toda a vontade de contendas, domínio e poder, e imploremos ao Senhor que conceda a sua paz ao mundo atormentado pelas guerras e marcado pelo ódio e pela indiferença, que nos fazem sentir impotentes perante o mal”, exortou Papa Leão XIV.

Em seguida, o cardeal protodiácono Dominique Mamberti anunciou a concessão da indulgência plenária a todos os fiéis presentes e aos que receberam a sua bênção.

O Santo Padre finalizou a mensagem, pronunciando saudações pascais em dez idiomas, como fez no Natal.

“Feliz Páscoa! Levai a todos a alegria do Senhor Ressuscitado e presente entre nós.”


:: O que é a Bênção Urbi et Orbi?

Fonte: Vatican News

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