Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 13 AGO 2019 - 14H35

10 mulheres que marcaram a história da Igreja

Constantemente, o Papa Francisco tem manifestado o valor da mulher para a Igreja e para o mundo atual.

“Eu gostaria de ressaltar que a mulher tem uma sensibilidade particular pelas ‘coisas de Deus’, sobretudo para nos ajudar a compreender a misericórdia, a ternura e o amor que Deus tem por nós. Gosto de pensar também que a Igreja não é ‘o’ Igreja, mas ‘a’ Igreja. A Igreja é mulher, é mãe, e isto é bonito. Deveis pensar e aprofundar isto”. 12 de outubro de 2013, Sala Clementina, no Vaticano. Discurso aos participantes do Seminário sobre a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem, de João Paulo II.

Na Semana da Mulher, listamos algumas das mulheres que marcaram a história da Igreja Católica. Muitas outras mulheres fazem parte dessa história, desde o Antigo Testamento até os dias atuais.

Nhá Chica (1808 – 1895)

Shutterstock
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Nascida em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João del-Rei (MG), a pequena Francisca de Paula de Jesus, ainda criança, foi com a família para Baependi (MG). Nhá Chica dedicou sua vida à oração e a caridade com os mais necessitados. Construiu, ao lado de sua casa, uma Igrejinha de Nossa Senhora da Conceição. Desde então teve início uma obra de assistência social para crianças necessitadas, a Associação Beneficente Nhá Chica (ABNC), que acolhe mais de 150 crianças.

Nhá Chica morreu no dia 14 de junho de 1895, estando com 87 anos de idade.

Irmã Dulce (1914-1992)

OSID
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Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador (BA), Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes começou a manifestar interesse pela vida religiosa desde cedo. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. Em 1949, Irmã Dulce ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição considerada hoje um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do país, com cerca de quatro milhões de atendimentos por ano.

Irmã Dulce faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos.

Joana d’Arc (1412-1431)

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Camponesa de 17 anos, vestida de forma masculina, Joana d’Arc se apresentou ao delfim da França, Carlos, pretendente ao trono. Joana d’Arc assumiu então o comando militar de quatro mil soldados, em meio à Guerra dos Cem Anos, uma disputa territorial e dinástica entre a França e a Inglaterra, e empreendeu a missão de reconquistar a cidade de Orleans, tomada pelos ingleses havia oito meses – saiu vitoriosa e conduziu Carlos a Reims, onde foi coroado.

Presa depois pelos aliados dos ingleses, foi submetida a um julgamento que durou mais de um ano, até que foi condenada à morte e queimada viva em praça pública.



Teresa de Ávila (1515-1582)

Marieli Borges
Marieli Borges

Reformadora da ordem carmelita, Teresa de Ávila é uma das grandes personalidades da Reforma Católica, uma reação à Reforma Protestante. Teresa foi a primeira mulher a ser declarada Doutora da Igreja, em 1970. Seus textos – Castelo Interior, Caminho de Perfeição, entre outros – são referência indispensável para a espiritualidade cristã. Em vinte anos, fundou 17 conventos.

Essa intensa atividade, por parte de uma mulher e ainda por cima monja de clausura, valeu-lhe ser investigada pela inquisição e ser chamada de “inquieta e andarilha” pelo núncio papal na Espanha. 

Madre Paulina (1865-1942)

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Amábile Lúcia nasceu na província de Trento, no norte da Itália. Ainda criança mudou-se para o Brasil com a família, indo residir na cidade de Nova Trento, Santa Catarina. Construiu um casebre, próximo à capela, para aí rezar, cuidar dos doentes, instruir as crianças. Recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus e foi nomeada Superiora, passando a ser chamada de Madre Paulina. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina atraiu muitas vocações. Em 1903 Madre Paulina transferiu-se para São Paulo, fixando-se no Bairro do Ipiranga e iniciou a obra da "Sagrada Família". Madre Paulina morreu serenamente no dia 09 de julho de 1942, na Casa Geral de sua Congregação, em São Paulo. Ela foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1991. O mesmo pontífice a canonizou em 2002.

Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus se tornou a primeira Santa do Brasil.  

Edith Stein (1891-1942)

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Edith Stein nasceu na Alemanha. Na adolescência viveu uma crise, abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença em Deus. Depois, terminou os estudos, recebendo o título de doutora.  Depois de ler a autobiografia de Santa Teresa d'Ávila, a jovem judia foi tocada pela luz da fé e converteu-se ao catolicismo. Com o hábito Carmelita passou a ser chamada de Teresa Benedita da Cruz. Quatro anos depois, a perseguição nazista aos judeus alemães se intensificou e Edith foi transferida para a Holanda. Oficiais nazistas levaram Edith do Carmelo. Neste dia, outros 242 judeus católicos foram deportados para os campos de concentração. Edith Stein procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar das crianças. Em agosto de 1942, Edith Stein e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz (auschuits).

Dois dias depois foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados. 

Irmã Dorothy Stang (1932-2005)



Dorothy Mae Stang foi uma freira norte-americana naturalizada brasileira. Pertencia às Irmãs de Nossa Senhora de Namur. Chegou ao Brasil em 1966 e iniciou seu ministério no Brasil, na cidade de Coroatá (MA). Trabalhou pela geração de renda e em projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto a trabalhadores rurais da Transamazônica e na minimização de conflitos fundiários na região. Foi membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da CNBB desde a sua fundação. Sua atuação junto ao povo da Amazônia ultrapassou os limites de Anapu e ganhou repercussão nacional e internacional.

Foi assassinada a tiros, em 2005.



Madre Teresa de Calcutá (1910-1997)



Madre Teresa nasceu em 1910 em Skopje, território albanês, atualmente capital da Macedônia. Seu sonho era ser missionária junto aos pobres na Índia. Durante toda a vida religiosa dedicou-se aos mais pobres dos pobres. Anjezë Gonxhe Bojaxhiu – nome de batismo – recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979 por sua atuação missionária. A futura santa deixou sua terra natal aos 18 anos, podendo retornar somente décadas mais tarde, quando iniciava a derrocada do regime comunista de Enver Hoxha. 

Madre Teresa morreu em 1997, em Calcutá, na Índia.

Chiara Lubich (1920-2008)

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Marcada pela experiência da Segunda Guerra Mundial em sua juventude, Chiara Lubich deu início a um projeto centrado na espiritualidade da unidade, o Movimento dos Focolares, hoje presente em 182 países. As suas intuições, que iam de encontro às necessidades da Igreja em uma sociedade multicultural, anteciparam e acompanharam os passos do Concílio Vaticano II. Foi convidada a falar na ONU, no Parlamento Europeu, nos sínodos do Vaticano e a grupos de muçulmanos, judeus, budistas e hindus. Visitando o Brasil, fundou o projeto “Economia de Comunhão”, que reúne diversos segmentos da sociedade empenhados em viver uma cultura econômica voltada para a comunhão, em alternativa ao estilo de vida capitalista. 

Chiara faleceu em 2008.


Zilda Arns (1934-2010)

Pastoral da Criança
Pastoral da Criança

Nascida em Forquilhinha (SC), residia em Curitiba (PR), mãe de seis filhos e avó de dez netos, Dra. Zilda Arns Neumann foi médica pediatra e sanitarista. Em 1983 criou a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela Agnello, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina. A Pastoral da Criança hoje se faz presente em todos os estados brasileiros e em outros 21 países. Fundou também a Pastoral da Pessoa Idosa, que atende mensalmente quase 140 mil pessoas idosas através de 17 mil líderes voluntários por todo o Brasil.

Morreu soterrada em 2010, durante um terremoto que ocorreu durante sua visita ao Haiti.

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