Igreja

5 Santos da Igreja Católica e suas profissões

Antes de se dedicarem a vida religiosa ou ao martírio, os santos trabalharam em diversas áreas

Escrito por Redação A12

21 MAI 2022 - 11H19 (Atualizada em 23 MAI 2022 - 08H51)

Nosso Senhor chama todos à santidade, sem distinção de idade, profissão, raça ou condição social. Não há seguidores de Cristo sem vocação cristã, sem um chamado pessoal à santidade. Devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que nós conseguimos com as nossas qualidades e capacidades.

Em novembro de 2014, durante uma das audiências gerais, o Papa Francisco falou que podemos buscar a santidade inclusive no ambiente de trabalho.

"Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo ao serviço dos irmãos. 'Mas padre, trabalho numa fábrica; trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo...' Sim, pode! Podes ser santo lá onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-se a ti!", ensina o Santo Padre.

Baseados nesta inspiração, homens e mulheres antes de ouvirem o chamado do Senhor para se entregar totalmente a missão de evangelizar, trabalharam em diversos setores, citamos alguns exemplos aqui.

Santuario das Almas
Santuario das Almas

Santa Zita, doméstica

Filha de camponeses italianos, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e trabalho até o fim de sua vida.

Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas poucas economias. Zita é a padroeira das empregadas domésticas.

Icon painted by Joan Cole - (located in St. Alphonsus Parish)
Icon painted by Joan Cole - (located in St. Alphonsus Parish)

Santo Afonso de Ligório, advogado

Doutor em direito civil e eclesiástico, estava no auge de sua carreira como advogado, não tendo perdido uma única causa em Nápoles, Itália, no início do século XVIII.

Conhecido por sua conduta ética, só defendia aquelas que julgava justas. Mas, certo dia, por pura influência política, perdeu uma causa importante, pois o juiz havia sido corrompido.

Esta atitude pouco nobre de um magistrado, o fez abandonar os tribunais, pois era veemente defensor da justiça e da equidade.

Diante dessa realidade ficou para a história sua palavra: "Ó mundo falaz, agora eu te conheço! Adeus tribunais!". Após o episódio, se tornou Sacerdote para ajudar ainda mais os necessitados, lema levado até hoje pelos missionários da Congregação do Santíssimo Redentor, fundada por Santo Afonso em 1732.

Reprodução
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Santo Alberto Magno, cientista

Além de ter sido um mestre em Filosofia e Teologia, teve como discípulo nessas matérias simplesmente o doutor da Igreja São Tomás de Aquino, Alberto dedicou sua vida e ministério à busca do encontro entre ciência e fé, por isso se tornou especialista em física, química, estudou astronomia, mineralogia, meteorologia, botânica e zoologia.

Escreveu livros sobre navegação, tecelagem, agricultura. Uma sabedoria tão imensa não o impediu de ser um humilde Frei dominicano, piedoso e obediente.

Reprodução Facebook
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São Benedito, cozinheiro

O Papa Pio IV, desejando unificar a ordem franciscana, ordenou aos eremitas que se juntassem a qualquer ordem religiosa. Benedito foi para o mosteiro da Sicília, convento dos franciscanos capuchinhos, e entrou como irmão leigo, assumindo uma função tida como secundária: a de cozinheiro.

Benedito, porém, fez da cozinha um santuário de oração e fervor. Vivia sempre alegre e com muita mansidão, conquistando a todos com sua comida saborosa e sua simpatia.

Wikipedia
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São Camilo, enfermeiro

O jovem era viciado no jogo e, além disso, tinha uma ferida incurável no pé direito. Foi acolhido em um convento franciscano e ali se converteu aos 25 anos, e passou a enxergar nos doentes terminais, rejeitados e repugnantes, o próprio Cristo.

Amava-os de todo o coração e passou a viver por eles. Os enfermos que tinham condições de se manifestar, agradeciam emocionados pela atenção e carinho que recebiam daquele jovem forte e cheio de amor cristão. Muitos se converteram ao serem cuidados por São Camilo.

Outros tantos faleceram na graça de Deus, pois Camilo os levou ao arrependimento e à confissão. Diante de tanta dedicação, fundou a Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como Camilianos. E não é por menos que tornou-se patrono dos enfermos e dos hospitais.


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