Igreja

A missão da Igreja: do Concílio Vaticano II à Conferência de Aparecida

Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.  (Arquivo Pessoal)

Escrito por Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.

16 NOV 2021 - 09H57

Vera de Souza (Arquivo Jornal Santuário)

O Concílio Vaticano II, realizado entre os anos de 1962 e 1965, provocou muitas mudanças na Igreja, com o objetivo de inseri-la na realidade do mundo moderno.

Uma Igreja fechada em seus dogmas estava, cada vez mais, distante da realidade das pessoas. A necessária renovação começou nesse Concílio, que abordou temas relevantes que mudaram a compreensão da Igreja sobre sua presença na sociedade. Foram repensados vários temas e posturas que reconduziram a Igreja a cumprir o seu papel: anunciar e testemunhar a presença de Jesus Cristo no mundo contemporâneo.

Leia MaisA missão do cristão fora da IgrejaO leigo, nesse Concílio, de coadjuvante, tornou-se protagonista na missão da Igreja, ou seja, merecidamente, o leigo teve o seu trabalho reconhecido. A Constituição Dogmática Lumen Gentium afirma:

“Os sagrados pastores conhecem, com efeito, perfeitamente quanto os leigos contribuem para o bem de toda a Igreja” (LG30).

Daniele de Souza/ Santuário Nacional
Daniele de Souza/ Santuário Nacional
Papa Bento XVI durante a V Conferência de Aparecida (2007)


A missão da Igreja na América Latina, impulsionada pelo Concílio Vaticano II, foi renovada na Conferência de Aparecida. Nessa Conferência, a Igreja renovou a sua opção de estar presente no meio do povo para ser fiel à sua missão de levar o Evangelho a todos os povos (Mt 28,19).

Leia MaisQual é a missão do cristão hoje?O protagonismo do leigo, conquistado no Concílio Vaticano II, ganhou um novo impulso a partir dessa Conferência. A missão da Igreja em anunciar Jesus Cristo não é mais restrita ao clero e aos consagrados, mas se estende a todos os batizados.

O Documento de Aparecida afirma:

“A evangelização do Continente, dizia-nos o Papa João Paulo II, não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos” (DAp 213).

A missão da Igreja - que somos nós - é ser sinal da Graça de Deus no mundo e para o mundo.

Escrito por
Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.  (Arquivo Pessoal)
Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R.

Pe. Luiz Almir Gonçalves, C.Ss.R. Trabalha nas Santas Missões Redentoristas. Fez mestrado em Teologia Pastoral da Comunicação na Pontificia Universitá Lateranense, Roma.

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