Para repensar e valorizar a família, o saudoso Papa Francisco nos deixou uma arma forte.
Ela se chama Exortação Apóstólica Amoris laetitia, publicada em 8 de abril de 2016, possui nove capítulos e tem como base os resultados de dois Sínodos dos Bispos sobre a Família, ocorridos em 2014 e 2015.
Sobre o assunto, o A12 lança perguntas: Você de fato sabe o que ela nos apresenta, nos ensina e em que contribui para a Igreja? Você arrisca um palpite?
Primeiro, a própria expressão: Amoris Laetitia — que se pronuncia “Amóris letícia” — popularmente pode não ser tão fácil de se compreender à primeira vista, mas ela pode revelar já de cara um ensinamento, por carregar no significado “a alegria do amor”.
O nome foi escolhido especialmente pelo Papa Francisco, logo após o Sínodo dos Bispos sobre a Família, em 2016, tendo ouvido o episcopado do mundo inteiro, e também a partir de todo o magistério anterior, especialmente a exortação Familiaris consortio (1981), de São João Paulo II.
No Capítulo 8, a exortação convida a “acompanhar, discernir e integrar a fragilidade” das nossas famílias.
Leia MaisQual o valor do idoso, de acordo com Papa FranciscoO Padre Juliano Ribeiro Almeida, mestre e doutor em Teologia Sistemática, publicou, pela Editora Santuário em 2018, o livro “Amoris Laetitia em debate”.
Para ele, a exortação trouxe, por exemplo, uma significativa contribuição para os casais de nova união e representa o espírito de misericórdia que a Igreja deve testemunhar.
Mas ele exemplifica e afirma também que o Papa Francisco ensina que o padre não pode ter a pretensão de substituir a consciência do casal. “A missão do padre é formar essa consciência, ensinando-lhes integralmente a doutrina católica sobre o matrimônio, ajudando-os a reconhecer a gravidades e a encontrar a melhor forma possível de integrar o casal na vida da Igreja”.
Desse modo, a exortação mostra que a Igreja não quer mudar a doutrina, mas ampliar o modo como a compreende. Ao olharmos para este legado, percebemos que o Papa Francisco não nos entregou apenas um documento, mas um convite prático para fortalecer o diálogo pastoral, oferecer coragem às famílias em suas dificuldades e reafirmar que cada lar, longe de ser um problema, é uma oportunidade preciosa de viver o amor de Deus.
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