A Celebração Litúrgica do Mistério do Natal nos introduz no coração da fé cristã: o Verbo eterno de Deus se fez carne e habita entre nós.
Por isso, ao celebrarmos o Natal, não comemoramos simplesmente o aniversário de Jesus como quem recorda uma data antiga; celebramos seu nascimento hoje, sua manifestação permanente na vida da Igreja e no caminho de cada fiel. A liturgia não nos transporta a uma lembrança distante, mas nos coloca diante de um acontecimento que continua a acontecer.
Na Missa da Noite de Natal, cantamos com alegria o Salmo responsorial: “Hoje nasceu para nós um Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Esta palavra - hoje - é a chave teológica que molda toda a celebração natalina. Ela não é uma figura de linguagem, mas expressão da ação de Deus que, ao entrar na história, permanece sempre atual.
Na liturgia, o “hoje” de Deus encontra o nosso “hoje”, e aquilo que celebramos torna-se eficaz para nós.
A teologia do hodie, tão presente na tradição litúrgica da Igreja, mostra que cada mistério celebrado não é apenas recordado, mas atualizado sacramentalmente.
Quando cantamos “hoje nasceu para nós”, professamos que a graça da Encarnação nos alcança agora, neste exato momento da nossa história pessoal e comunitária. Cristo, que nasceu em Belém, deseja nascer também nos nossos corações, nos nossos conflitos, nos nossos medos e esperanças.
Assim, o Natal não é apenas um acontecimento externo, mas um encontro. É o anúncio de que Deus se fez próximo, acessível, pequeno, pobre e que continua a vir ao nosso encontro, especialmente onde menos esperamos.
Celebrar o Natal é deixar que a luz do Deus feito Menino ilumine nossas escolhas, transforme nossas relações e reordene nossos afetos. É acolher o presente de um Deus que não desiste de nós.
Ao celebrarmos o Mistério do Natal, somos convidados a abrir espaço para Cristo nascer novamente em nós. Que esse “hoje” proclamado na liturgia se faça verdade em nosso cotidiano: hoje queremos acolher o Salvador; hoje queremos deixar que Ele transforme nossa história; hoje queremos caminhar na luz que Ele nos traz. Celebrar o Natal é entrar nesse “hoje” de Deus, que sempre renova e sempre surpreende. Natal não é aniversário de Jesus!
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