Por Redação A12 Em Igreja

Diocese de Campo Limpo prioriza Pastoral de Conjunto, formação e missão em sua ação evangelizadora

A Diocese de Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, reunida em assembleia na última semana discutiu a necessidade de uma Igreja mais aberta para "viver em comunidade e agir na sociedade". À luz do Documento 102 da CNBB, que contém as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2015-2019, a assembleia discutiu as prioridades pastorais para este ano. 

“Quando falamos em pastoral pensamos, sobretudo, na ação dos pastores em relação ao rebanho e quando falamos em ação evangelizadora – sem negar aquilo que é ação pastoral – não é uma ação apenas dos pastores, mas de toda a Igreja, de todos os cristãos que participamos juntos em razão do nosso batismo”, refletiu o bispo de Campo Limpo, Dom Luiz Antônio Guedes ao falar aos participantes na Assembleia realizada no último sábado (12). 

O evento anual contou com a participação de mais de 700 agentes de pastorais, padres, representantes de movimentos e associações. A Diocese de Campo Limpo conta com 93 paróquias e atinge aproximadamente 2,2 milhões de habitantes.

O coordenador diocesano de Pastoral, padre Marcos Joaquim Patrício disse que o lema escolhido para a Assembleia é uma resposta ao que o Papa Francisco publicou na encíclica Evangelii Gaudium: “Espero que todas as comunidades se esforcem para usar os meios necessários para avançar num caminho de conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão”. 

 

" (...) A busca pela Pastoral Orgânica é um anseio de todos nós que percebemos que não podemos ser Igreja repleta de 'freelancer', cada um atirando para um lado, independente, sozinho. Não se faz mais assim!", disse o assessor da Assembleia, dom Pedro Cipollini. 

Foi convidado para ser o assessor da 25ª Assembleia Diocesana de Evangelização, o bispo de Santo André (SP), Dom Pedro Carlos Cipollini, atual presidente da Comissão Pastoral Episcopal para a Doutrina da Fé.

Dom Pedro ressaltou positivamente o trabalho que já está sendo realizado pela Diocese. Segundo o bispo, “é motivo de alegria, não só para vocês, mas para toda a nossa Igreja que quer caminhar junto com Jesus e com os irmãos. A busca pela Pastoral Orgânica é um anseio de todos nós que percebemos que não podemos ser Igreja repleta de 'freelancer', cada um atirando para um lado, independente, sozinho. Não se faz mais assim!”, ressaltou. 

Para discutir as metas evangelizadoras, a Assembleia reuniu diversos grupos, separados por foranias. Os grupos debateram ações a partir de três prioridades: Pastoral de Conjunto; Formação e Missão. Após o debate, algumas sugestões foram elencadas pelas lideranças: promoção de retiros espirituais inter-paroquiais; escola para missionários de diversas pastorais; realizar mais visitas às famílias e intensificar as Missões Populares Paroquiais (MPP); preparar melhor os catequistas e missionários das diversas pastorais e movimentos; promoção de cursos bíblicos e pastorais para os leigos, além de investir, estruturar e vocacionalizar as pastorais.

O resultado da Assembleia será compilado e encaminhado às paróquias. Na próxima Assembleia as paróquias e demais organismos deverão apresentar os resultados diante das prioridades elencadas para esse ano.  

Prêmio Sal da Terra, Luz do Mundo 

Foto de: Pe. Rodrigo Antonio da Silva / Luciano Batista.

Assembleia da Diocese de Campo Limpo

Diocese realiza entrega do
1º Prêmio 'Sal da Terra, Luz do Mundo'. 

Durante a Assembleia a Diocese de Campo Limpo fez a entrega do primeiro prêmio 'Sal da Terra, Luz do Mundo'. O idealizador do prêmio, padre Lidionor Sampaio Lisboa, reitor do Seminário Nossa Senhora Aparecida disse que o projeto passou pelo Conselho Presbiteral Diocesano sendo apreciado, votado e aprovado e “é uma maneira que a Diocese encontrou para reconhecer o trabalho dos leigos onde temos gente que realmente se doa aos trabalhos na nossa diocese, nas nossas comunidades”.

A primeira pessoa a receber o prêmio foi a catequista Geni Zelinda Cremasco, que atuou nesse trabalho desde 1990 quando assumiu a coordenação de catequese na paróquia Nossa Senhora Aparecida permanecendo até 2004. A catequista coordena atualmente o Centro de Formação Bíblico Catequético da diocese. 

Acompanhada de seus familiares, dona Geni ofereceu a homenagem a todos os que atuam nesse serviço. “Esta medalha eu partilho com todos os nossos catequistas, com todos os leigos porque esta medalha não é apenas minha, é de todos nós, de todo o nosso trabalho. Que Deus me permita continuar sendo um pouquinho deste sal da terra e a luz do mundo e que possamos caminhar junto com todos vocês, nossos leigos e nossas leigas e toda a nossa diocese que é para Deus”. 

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