Por Redação A12 Em Igreja

Dom Gregório conta história da Catedral de Petrópolis em livro

Foto de: reprodução

Catedral de Petrópolis

A construção da Catedral de Petrópolis teve início
em 1876 mas foi inaugurada apenas em 1925.
A igreja anterior surgiu entre 1847 e 1848
e funcionou por mais de 77 anos. 

A história da Catedral de São Pedro de Alcântara de Petrópolis foi resgatada por Dom Gregório Paixão no livro “A Catedral de Petrópolis: Santuário da Memória da Cidade Imperial”.

Ao conhecer o templo, Dom Gregório ficou encantado com a beleza e a acústica e começou a pesquisar sobre o lugar, e encontrou publicações que tratavam o tema apenas resumidamente. Depois de dois anos de intensa busca de fontes e muita leitura, o bispo lançou no final de abril a publicação.

No dia do lançamento, o bispo recordou a primeira impressão ao conhecer a Catedral. “Quando ingressei com o coração naquela preciosidade arquitetônica, a Catedral, tudo ali me falava, não apenas da beleza da história, mas me falava da própria beleza de Deus”. Dom Gregório Paixão disse ainda que, no momento da sua posse na Diocese de Petrópolis, ao entrar na Catedral fez diversos questionamentos: “O que aquelas pedras têm a me dizer da história, os bancos tem a me dizer das lágrimas daqueles que aqui se ajoelharem, quantas alegrias e quantos agradecimentos saíram daqui. Olhava para aquele imenso órgão diante dos meus olhos e perguntava que canção ele tem para cantar. Com estes questionamentos ali mesmo surgiu um desejo. Quero conhecer esta história, pois só amamos aquilo que conhecemos. Resultado, comecei a pesquisar”. afirmou. 

Um dos dados importantes do livro são as notas técnicas, seja das fontes pesquisadas quanto das fotos que aparecem nos livros, que permite a todos saber a origem de todas as informações. O conteúdo fotográfico do livro, em parceria com a fotógrafa, Renata Santos e outras dos arquivos históricos da cidade de Petrópolis, como Museu Imperial e Palácio Grão Pará, também são preciosidades. Entre elas, a foto da antiga Igreja Matriz de Petrópolis, demolida após a construção da Catedral.

Em detalhes surpreendentes e alguns desconhecidos do grande público, Dom Gregório Paixão chama atenção para a importância que teve o Imperador e sua filha na construção da Catedral de Petrópolis. “É importante destacar que a construção da Igreja Matriz da Cidade já estava prevista no decreto de criação de Petrópolis pelo Imperador e que foi assumida por sua filha, a Princesa Imperial, que mesmo no exílio fez todos os esforços para que a obra fosse concluída”, comentou.

Cripta Imperial

Cripta Imperial

A Catedral de Petrópolis construída em estilo neogótico francês, tem em seu interior o Mausoléu onde estão os restos mortais da Família Imperial, dom Pedro II, dona Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde D`Eu, seu primogênito dom Pedro de Alcântara e sua esposa D. Elisabeth).

Na igreja podem ser vistas esculturas de Jean Magrou, Bertozzi, vitrais e pinturas de Carlos Oswald. O altar gótico contém relíquias de São Magno, Santa Aurélia e Santa Tecla, trazidas de Roma pelo Cardeal Dom Sebastião Leme. As portas principais pesam 2.400 kg cada.

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