Por Redação A12 Em Igreja

Dom Guilherme Werlang fala sobre a expectativa para a Encíclica do Papa Francisco sobre ecologia

dom_guilherme_werlangDom Guilherme Antonio Werlang ,msf, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB esteve em Roma, no início de maio, com outros bispos e religiosos para o Encontro Preparatório para a publicação da Encíclica do papa Francisco sobre a Ecologia.

Em entrevista ao portal A12.com dom Guilherme conta como foi o Encontro, quais as expectativas para essa publicação do Papa e a realidade brasileira apresentada durante o encontro e ao Papa.

A12 – O que foi esse ​Encontro Preparatório para a publicação da Encíclica do papa Francisco sobre a Ecologia?

Dom Guilherme - Este encontro reuniu representações de todos os continentes na perspectiva de potencializar a divulgação e acolhimento da encíclica sobre ecologia que será publicada em breve. Viu-se uma grande expectativa quanto a este lançamento e acredito que gerará bons debates e compromissos no que diz respeito ao cuidado ambiental. Também se tinha como horizonte a tarefa de influenciar as decisões que serão tomadas na conferência de Paris a ser realizada em dezembro próximo.

A12 - O que o senhor levou sobre o Brasil para esse Encontro?

Dom Guilherme - No Brasil, em termos de sociedade civil, temos boas iniciativas no que se refere ao cuidado ambiental. Com alegria vemos que muitas entidades ligadas a Igreja que tem se esmerado em pautar este tema. Apresentamos em Roma estas iniciativas que consideramos importantes e necessárias. Diante do grande desrespeito ao nosso Planeta temos a consciência de que há muito por fazer ainda. O processo de mudanças climáticas gerado pelo aquecimento é uma realidade. Resta-nos otimizar esforços e recursos em vista do enfrentamento desta problemática.  

A12 - Quando a Encíclica deve ser publicada e o que ela vem acrescentar à vida dos fiéis católicos?

Dom Guilherme - A encíclica é a Palavra do nosso Pastor sobre o tema. Sabemos que foi preparada com muito carinho a partir do diálogo com os diferentes segmentos que tem estudado o tema. Nisto compreendemos que é uma palavra que brota da fé cristã dirigida aos cristãos e a todas as pessoas de boa vontade. Ela reforça a nossa convicção de compromisso e cuidado com a nossa casa, a terra, que já temos tratado em muitas propostas de campanha da fraternidade. Queremos acolher esta palavra em nossos corações, mas também deixar que ela ilumine o agir em vista do cuidado com o planeta terra.

A12 - Ao estar com o Papa o senhor entregou uma cópia do filme "Vento forte", qual o objetivo de entregar esse filme ao Pontífice?dom_guilherme_e_o_papa

Dom Guilherme - Queríamos, em nome dos pescadores e pescadoras artesanais levar ao Papa as dificuldades que passam para sobreviver. Estes irmãos têm mantido uma luta aguerrida para preservar seus territórios de pesca artesanal, o que significa também a preservação ambiental. Queríamos que o papa soubesse deste processo, por isso, entregamos o filme. O filme trata deste caminhar. É uma chamada a resistência e também uma chamada a esperança que brota da fé e da resistência do povo.

A12- Qual o papel dos bispos/CNBB diante das questões do meio-ambiente?

Dom Guilherme - Refletir sobre o meio ambiente é refletir sobre a vida e o lugar onde está se desenvolve. Isto é constitutivo da missão cristã. Enquanto pastores de Igrejas locais os bispos devem assumir esta tarefa que implica em ajudar o povo a refletir o seu compromisso com a preservação do ambiente de vida. A nossa experiência de fé nos leva a este diálogo propositivo.

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