Por Joana Darc Venancio Em Igreja Atualizada em 18 JUN 2019 - 09H20

Educar com cuidado amoroso pelas pessoas

Papa Francisco, na videomensagem aos participantes da Organização Internacional de Educação Católica (OIEC), no dia 08 de junho de 2019, mais uma vez de forma clara e intensa, deixou-nos fortes ensinamentos.

"Educar ao humanismo da fraternidade para construir uma civilização do amor" tem sido uma insistente orientação a todas as pessoas que formam pessoas.

Papa Francisco apresentou a educação ecológica como aquela que promove uma aliança entre a humanidade e o meio ambiente, numa perspectiva humanística. Para atingi-la, “o educador deve unir em si qualidades de ensino e capacidade de atenção e cuidado amoroso pelas pessoas”, indicou o Papa.

Para que aconteça uma educação ecológica, na perspectiva humanística, é preciso colocar, no centro da ação educativa, a pessoa na sua integralidade. Para isso, afirma Papa Francisco: “necessita-se de educadores competentes, qualificados e, ao mesmo tempo, ricos em humanidade”.

Formar pessoas vai muito além de exercitar as habilidades cognitivas. Quando a Educação não coloca no centro de sua ação a pessoa, em sua integralidade, ela não está cumprindo verdadeiramente o seu papel. 

Pessoas não são máquinas, assim como foi popularizado na frase de Charles Chaplin, no último discurso do filme "O Grande Ditador": “Não sois máquinas, homens é que sois!” Muitas vezes, a ação educativa centra-se na ditadura dos resultados mensuráveis, que geram o individualismo e o consumismo, que fomentam a competição e, consequentemente, a cultura da indiferença, não levando em conta a condição humana dos sujeitos.

Leia MaisFestas juninas: cultura de alegria e de vida Educar pessoas leva tempo. É preciso maturar as relações, ter bases sólidas e não se deixar levar pela rapidez instaurada pelo “caos da velocidade” quando tudo se perde na efemeridade. Papa Francisco recorda que: De fato, a pessoa necessita de um próprio percurso temporal para aprender, consolidar e transformar as consciências. Reencontrar o tempo significa também apreciar o silêncio e parar para contemplar a beleza da criação.

O Criador viu que “tudo era bom”, pois criou cada coisa a seu tempo e com cuidado. Reencontrar-se com o tempo é um convite para a maturação, para a formação de bases sólidas, para o planejamento e para a educação da essência e do humanismo da fraternidade. Sem essas condições, as garras do relativismo alcançam os educadores e educandos, deixando-os na superficialidade de uma "suposta educação".

Se estes não forem bem preparados, competentes, interessados, atentos, vigilantes e, principalmente, “ricos em humanidade”, não acontece a Educação para a Civilização do Amor. Por isso, como solicita o Papa: “Trabalhemos para libertar a educação de um horizonte relativista e abri-la à formação integral de cada um e de todos.”

Escrito por
Joana Darc Venancio (Redação A12)
Joana Darc Venancio

Pedagoga, Mestre em educação e Doutora em Filosofia. Especialista em Educação a Distância e Administração Escolar, Teóloga pelo Centro Universitário Claretiano. Professora da Universidade Estácio de Sá. Coordenadora da Pastoral da Educação e da Catequese na Diocese de Itaguaí (RJ)

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