Por Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R Em Igreja

Eles não pensam no país

Um balanço do noticiário nos conduz a uma conclusão que não é nenhuma novidade: nossos políticos não pensam no Brasil. Há sinais de esperança aqui e ali, mas a prioridade dos políticos brasileiros está mesmo em suas jogadas políticas em prol de seus próprios interesses, e não os da Pátria.

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Não faltam exemplos: a reforma ministerial de Dilma Roussef não deu certo menos de uma semana depois da posse dos novos ministros. O objetivo principal das mudanças era recuperar e unificar a base de apoio do governo no Congresso Nacional. No entanto, não deu em nada: por falta de quórum, os vetos presidenciais não foram apreciados no Congresso Nacional, como era desejo do governo.

As mudanças ministeriais também deveriam ter colocado o governo para andar. Só que cada nova decisão contrária agravou a fragilidade do governo, como o parecer do Tribunal de Contas da União que rejeitou as contas de 2014. Especulou-se, então, que seria esta e prerrogativa para abertura de um processo de impeachment contra Dilma Roussef.

E quem poderia dar o “start” no processo, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, só recebeu notícias ruins: primeiro, uma decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu o poder do presidente Câmara de dar início ao processo. Segundo, as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, e também a comprovação de movimentações financeiras ilegais em contas bancárias na Suíça.

Em Brasília, o que pode parecer fragilidade se torna oportunidade. Na capital federal, articula-se um grande acordo na base do governo que pode deixar todas as coisas como estão, ou ao menos prejudicando ao mínimo os envolvidos. A oposição, por sua vez, procura maneiras de realizar o seu projeto de abrir o processo de impeachement e tentar, desta forma, chegar ao poder, o que vem sendo chamado, ou de “terceiro turno”, ou de “golpismo”.

E enquanto todas estas questões ocupam o dia a dia dos políticos, o Brasil se agrava na crise econômica. A falta de coesão e unidade só gera maior desconfiança nos investidores, e leva o país a uma situação cada vez pior. A culpa está nos dois lados do jogo do poder – situação e oposição: da parte do governo, falta capacidade para o dialogo, enquanto a oposição não tem a menor disposição para isso e faz de tudo para agravar a crise política.

A regra que vale é ‘politicagem primeiro, e o futuro do país, se der tempo’. Enquanto isso, a desconfiança do mercado aumenta, e junto com ele, o desemprego e a inflação. É lamentável, mas parece que em Brasília, por conta dos interesses partidários, vale a lógica do quanto pior melhor.

Assinatura Ir. Diego Joaquim

Escrito por
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R.
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R

Missionário Redentorista da Província de Goiás

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