Por Valquíria Vieira Em Igreja

Infância e Adolescência Missionária, uma obra de evangelização

coletiva_de_imprensa_1o_congresso_americano_da_iam_valquiria_vieira_3O 1º Congresso Americano da Infância e Adolescência Missionária (IAM) está acontecendo no Santuário Nacional de Aparecida com a participação de congressistas de 17 países.

O encontro em Aparecida (SP) recebe também Dom Sérgio Arthur Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB ele também é bispo de Ponta Grossa (PR) e a secretária-geral da Pontíficia Obra da Infancia Missionária em Roma, Doutora Jeanne Baptistine Ralamboarison.

Na manhã este sábado (24) Dom Sérgio e a doutora Jeanne juntamente com Robson Luiz Ferreira, coordenador da secretaria do congresso, em coletiva de imprensa falaram da Obra da Infância Missionária, sobre os desafios da evangelização junto às crianças e também sobre a organização do congresso.

Dom Sérgio explicou o trabalho da Obra da Infância Missionária que é uma organização, ligada ao Papa, de formação e evangelização das crianças e adolescentes espalhada por todo o mundo.

“A infância missionária foi idealizada por bispo francês, Carlos Augusto Maria de Forbin Janson, que sensibilizado, no ano de 1843, pela situação das crianças sobretudo na China onde elas eram mortas e ninguém às defendiam, sentiu a necessidade de motivar as crianças em evangelizar e despertá-las para a realidade de outras crianças”, contou.

Doutora Jeanne explicou a ideia simples e revolucionária que Forbin Janson pensou para o trabalho de missão com as crianças.

 

"Essa obra quando nasceu era revolucionária, porque era a primeira vez que se dava importância à criança como protagonista da Igreja..."

“Essa obra quando nasceu era revolucionária, porque era a primeira vez que se dava importância à criança como protagonista da Igreja. O nosso idealizador pediu que as crianças fossem missionárias, mas como seria isso? Então ele pediu que as crianças rezassem uma Ave Maria por dia e dessem uma moedinha por mês. No entanto o carisma é evangelizador, não é uma obra de caridade e sim de formação das crianças para um espírito missionário, de olhar para o outro”.

O coordenador da secretaria do congresso, Robson explicou a essência do evento, que segundo ele é um momento de celebrar.

“Esse é um momento muito celebrativo. Com esse congresso estamos finalizando as comemorações dos 170 anos da Obra Missionária, então precisávamos de um evento marcante para fazer esse fechamento. É claro que não seria só um evento, mas tudo deixa o seu legado as celebrações, as motivações e as animações, por isso pensamos em Aparecida (SP) na casa da Mãe”, conta.

Para a secretária-geral da Pontifícia Obra da Infância Missionária ainda há desafios, embora a obra já tenha uma longa história, 170 anos.

“Há milhões de crianças que não estão evangelizadas, e a obra nasceu para levar a Boa Nova para essas crianças do mundo inteiro. Esse é o grande desafio, porque ainda há milhões de crianças que não conhecem a Deus”, finalizou.

O 1º Congresso Americano da Infância e Adolescência Missionária conta com a participação dos assessores da obra que levarão para suas comunidades a formação adquirida no evento.

Entre os participantes estão 523 brasileiros e mais 131 vindos de 16 países, a programação do congresso segue até domingo (25) encerrando com a Santa Missa às 8h no Santuário Nacional .

 

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