A diocese sul-rio-grandense de Santo Ângelo celebra em 2014 o Ano da ‘Iniciação à Vida Cristã’. A escolha está contemplada no 17º Plano Diocesano Pastoral e tem como objetivo rever o processo catequético de forma que os iniciados perseverem na vida cristã e se tornem verdadeiros discípulos missionários de Jesus.
A iniciação cristã compreende a preparação dada pela Igreja aos fiéis em vista da recepção dos sacramentos do batismo, eucaristia e confirmação (crisma). Esse processo catequético, atualmente, constitui-se em um grande desafio para as dioceses e paróquias.
Para o padre Alcido Kaiser, que pertence à diocese, o processo atual demonstra a dificuldade das comunidades em fidelizar os iniciados na vida comunitária.
“Sabemos o quanto nos preocupa atualmente a questão da catequese. Sentimos uma necessidade urgente de mudar o jeito de iniciar crianças, adolescentes e jovens na vida cristã. A realidade está aí, os números não mentem. Constatamos que existe uma defasagem muito grande entre os que participam dos encontros de catequese, dos que fazem a Primeira Eucaristia, dos que recebem o sacramento da Crisma e os que realmente continuam seguindo o Caminho de Jesus Cristo. Do jeito que estamos atuando não estamos formando discípulos missionários de Jesus Cristo”, frisou.
De acordo com padre Alcido, a compreensão errada de que a catequese é apenas uma preparação com etapas e metas a serem vencidas reduz o momento formativo que compreende a iniciação cristã.
“Concluídas as diversas etapas considera-se que os objetivos foram alcançados e termina a catequese. Fica a ideia de que agora temos mais um grupo de cristãos ‘formados’, com diplomas, lembrancinhas, fotos e outras coisas mais”, assinalou.
A formação ministrada pelos catequistas deve remeter ao objetivo central de todo o processo, que é o de “atrair alguém ao discipulado no seguimento a Jesus Cristo”, destaca.
Padre Alcido destacou ainda quais elementos podem estabelecer um referencial para uma desejada iniciação à vida cristã:
- convocar pais, catequistas, catequizandos e demais lideranças da comunidade para juntos pensar uma metodologia mais atual para a Iniciação à Vida Cristã das crianças, adolescentes e jovens;
- deixar de lado o atual jeito de fazer catequese;
- incentivar a participação nas celebrações litúrgicas da comunidade com atenção aos tempos litúrgicos do ano;
- valorizar a participação nos encontros por grupos eclesiais;
- atender aos principais problemas existentes na comunidade e demais problemas vividos pelo povo da região;
- promover debates sobre temas sociais tais como: produção agroecológica, projetos de construção de barragens e temas próprios da Campanha da Fraternidade;
- deixar claro que se trata muito mais de um modo novo de viver e de ver a realidade do que de aprender todo um conjunto de normas e doutrina.
“Eis um ponto de partida para um processo novo em vista a uma verdadeira Iniciação à Vida Cristã”, finalizou.
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