Por Redação A12 Em Igreja Atualizada em 18 MAR 2019 - 13H10

Irmãs Catequistas Franciscanas de Rodeio(SC) celebram 100 anos de história

A Congregação das Irmãs Catequistas da Cidade de Rodeio(SC) comemoram no próximo dia 14 100 anos de fundação. As celebrações acontecem neste dia, no Centro de Eventos da Vila Italiana na cidade de Rodeio e no dia 24 de maio em Aparecida (SP), com a participação de caravanas de leigos de 22 estados brasileiros, onde estão presentes as Irmãs Catequistas. “Primeiro, celebraremos na Casa-Mãe, depois vamos celebrar com Nossa Mãe”, observou a Ministra Geral Irmã Izaura Souza Cordeiro.

logo Irmãs Catequistas Franciscanas  Rodeio SCNo dia 14 de janeiro, a celebração tem início às 8h30 com uma carreata. No caminho, haverá uma encenação sobre o carisma e a história das Irmãs, em seguida, a celebração eucarística na Vila Italiana, presidida pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner. Estarão presentes também, representando a Província Franciscana da Imaculada Conceição, o Frei Fidêncio Vanboemmel, Ministro Provincial; e Frei Estêvão Ottenbreit, Vigário Provincial.

 

Irmãs Catequistas Franciscanas  Rodeio SC

Noviços e Irmãs Catequistas se preparam para
celebrar o Centenário

O projeto de vida das Irmãs Catequistas Franciscanas é seguir Jesus Cristo, vivendo no meio do povo. A partir da inspiração de São Francisco e Santa Clara de Assis, as irmãs buscam viver na simplicidade, alegria e disponibilidade, a serviço da vida, onde esta se encontra mais fragilizada. Atualmente são seis províncias, com fraternidades em 22 Estados do Brasil e no Distrito Federal, e em alguns países como: Angola e Moçambique na África e no continente Americano: Argentina, Bolívia, Chile, Guatemala, Paraguai, Peru, República Dominicana e Haiti.

Um pouco de história

A Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas nasceu em Rodeio-SC, em 1915, para responder à necessidade de educação e catequese nas escolas paroquiais, frequentadas pelos filhos e filhas dos imigrantes italianos.

No início do século XX, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina – Brasil, muitas escolas eram mantidas pelas comunidades, sob a responsabilidade do pároco local. Mas começou a surgir um grande problema. Os professores, vindos com a imigração de 1875, estavam deixando seu posto e não havia quem os substituísse.

Para suprir à falta de mestres, Frei Polycarpo Schuen, pároco de Rodeio, após ter conversado com Frei Modestino Oecktering, dirigiu-se às moças da Pia União das Filhas de Maria e da Ordem Franciscana Secular. O apelo teve resposta. Primeiro Amábile Avosani, depois Maria Avosani e Liduína Venturi, apresentaram-se para atender às escolas da paróquia.

Irmãs Catequistas Franciscanas  Rodeio SC

O primeiro grupo de Irmãs com o fundador Frei
Polycarpo Schuen (à esq.)

No dia 14 de janeiro de 1915, na Igreja de São Virgílio, próximo a Rodeio, as três jovens manifestaram a Frei Polycarpo a disposição de se consagrar ao Senhor e permanecer para sempre no serviço que tinham assumido. Outras jovens, animadas pelo mesmo ideal de vida, uniram-se às três primeiras e logo o grupo cresceu. Duas a duas, viviam nas comunidades do interior da paróquia. Dedicavam-se ao magistério escolar e à catequese, realizavam as tarefas domésticas, cuidavam da capela e organizavam as orações. Completavam o dia com trabalhos hortigranjeiros. A casa, pequena e pobre, era simples como a casa dos colonos. As “Mestras”, como eram chamadas, viviam do jeito do povo simples do meio rural. O bispo de Florianópolis, Dom Joaquim Domingues de Oliveira, aprovou o grupo dando-lhe o nome de “Companhia das Catequistas”.

Nos primeiros tempos, as Catequistas tiveram o apoio das Irmãs da Divina Providência, especialmente através de Irmã Clemência Beninca e Irmã Ambrosina Van Beck, que as orientaram no serviço da educação. Na década de 1930, as escolas paroquiais foram assumidas pelo Estado. As Catequistas, completados os estudos exigidos, tornaram-se professoras de escolas públicas, característica conservada ainda hoje.

Desde a década de 1940, as “Mestras” começaram a ser chamadas também de “Irmãs”. Em 1958, fazendo justiça à origem franciscana do grupo, o nome foi completado e reconhecido oficialmente: “Irmãs Catequistas Franciscanas”.

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