Por Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R Em Igreja Atualizada em 27 DEZ 2017 - 11H34

Nó na segurança pública

Não é fácil resolver o problema da segurança pública no Brasil. Outro dia, em um hospital, conversava com mais uma vítima da violência. Um senhor que estava chegando ao banco para fazer um depósito, na cidade de Cruzeiro, no interior de São Paulo.

Ao receber voz de assalto, não reagiu. Mas como a bolsa prendeu em seu braço, levou três coronhadas na cabeça. Os bandidos foram embora sem maiores dificuldades. A Polícia Militar só chegou 10 minutos depois, e a ocorrência policial só foi registrada no dia seguinte. Ao perguntar para a vítima qual era o tamanho da sua indignação, fiquei surpreso com a resposta: “Já estamos nos acostumando”.

Segurança pública

Não podemos aceitar essa realidade. É preciso agir para que o trabalhador não perca o resultado do seu suor e cansaço por conta da bandidagem que está correndo solta por aí. E neste cenário crítico de segurança que toma conta do noticiário neste início de ano, espera-se uma ação mais contundente.

Da parte do poder Judiciário, para tentar dar a sua contribuição em relação à superlotação dos presídios brasileiros, foi proposto um mutirão nacional para rever os processos de milhares de presos temporários, e no caso específico da Bahia, prisão domiciliar para 180 presos.

É o que o Judiciário pode fazer, mas não é o que a sociedade espera. Afinal de contas, mesmo sabendo que há muita gente presa sem necessidade, sabe-se que a falta de policiamento nas ruas leva ao temor constante de que criminalidade vai aumentar.

Nossos políticos poderiam ter a coragem de propor um plano mais amplo para a segurança nacional, inclusive investindo para que não surjam novos bandidos. Mas este não é um nó para ser desatado somente pelo Ministro da Justiça, ou pelos secretários de segurança dos estados.

O Presidente da República e os governadores deviam perguntar, a cada colaborador, ministro ou secretário, o que cada um pode fazer para ajudar nesta hora, e assim, construir um projeto consistente, multidisciplinar. No entanto, parece que não há capacidade nem para isso.

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Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R.
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R

Missionário Redentorista da Província de Goiás

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