Os paranaenses ganharam um novo santuário. Rio Bonito do Iguaçu, marcada pela dor após um tornado de grande intensidade atingir a cidade em novembro, agora passa a abrigar oficialmente o Santuário Santo Antônio de Pádua, também chamado de Santuário da Esperança. A elevação da antiga paróquia aconteceu durante o encerramento do Ano Jubilar da Esperança, promovido pela Diocese de Guarapuava.
Há menos de dois meses, a cidade foi atingida por um tornado de categoria F4. O fenômeno destruiu casas, deixou centenas de feridos e provocou a morte de sete pessoas. Mesmo com os sinais da tragédia ainda visíveis, a população decidiu não se render ao desânimo e teve como objetivo a reconstrução do município.
No dia 7 de novembro, quando o tornado atingiu a cidade, centenas de moradores estavam dentro da Igreja Santo Antônio de Pádua. A paróquia se tornou abrigo em meio ao caos e, para muitos, aquele momento selou uma ligação de fé ainda mais forte com a igreja, que agora recebe o título de santuário.
Durante a abertura da peregrinação jubilar, o Bispo Diocesano, Dom Amilton Manoel da Silva, destacou que o Ano da Esperança se tornou uma experiência de fé para o povo de Rio Bonito do Iguaçu.
“Hoje é um dia muito especial. Especial não pelo encerramento do Ano Jubilar, mas pelos frutos deste ano e pela esperança que aprendemos não apenas como conteúdo, mas como experiência”, afirmou.
Segundo o Bispo, essa esperança tem um rosto. “É o próprio Cristo, que nos motiva a lutar, a trabalhar por dias melhores na terra, com a certeza de que ela não decepciona”.
Ao lembrar da tragédia, Dom Amilton destacou a resposta da comunidade. “Essa cidade, que um dia se tornou marco da destruição, imediatamente se tornou marco da reconstrução, da restauração, da superação e da esperança que não decepciona”. Em seguida, reforçou o sentido eclesial do gesto: “Toda a Igreja está aqui para dizer: vocês não estão sozinhos. Nós nunca estamos sozinhos”.
Mais de dois mil fiéis de diversas cidades da Diocese participaram da última peregrinação do Ano Santo. Ao longo do percurso feito pelas ruas do centro, muita oração, silêncio e homenagens às vítimas do tornado foram feitas.
A Missa campal, celebrada em frente à igreja, oficializou a criação do Santuário da Esperança. Na homilia, Dom Amilton explicou o sentido pastoral da escolha de Rio Bonito do Iguaçu para esse gesto.
“Para o encerramento deste Ano Jubilar da Esperança, em alguns lugares os bispos mudaram o local para afirmar uma realidade para sempre. Por isso, nesta Igreja Particular de Guarapuava, nos deslocamos para dizer que aqui, em Rio Bonito do Iguaçu, se um dia ficou marcado de forma tão dolorosa, para sempre será marcado como sinal de Páscoa”.
O Bispo destacou que o novo santuário nasce com uma missão maior do que a própria cidade. “Quando a tristeza bater, quando a desesperança tentar afastar as pessoas de Deus e da vida, lembrarão de vocês, lembrarão deste espaço que salvou tantas vidas”, disse.
Ele também recordou os que morreram na tragédia. “O nosso peregrinar da esperança é breve. Aqui está um povo que não se deixou abater, mas que segue reconstruindo não apenas casas e estruturas, mas levantando uns aos outros e mostrando que a vida é maior do que a morte”.
Ao concluir, Dom Amilton afirmou que a Diocese deseja aprender com o testemunho do povo local. “Queremos ser consolados por vocês. Cada vez que viermos aqui, levaremos a marca de um povo renovado pela força do Senhor, renovados na fé, na esperança e na caridade”.
add_box Comunidade, Paróquia, Diocese, Arquidiocese: Como a Igreja se organiza?
Fonte: Willian Bonfim/CNBB
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