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Processo de beatificação de Zélia e Jerônimo será aberto no Rio de Janeiro

A paróquia Nossa Senhora de Copacabana, no Rio de Janeiro, vai sediar neste sábado (18), às 20h, a cerimônia de abertura canônica do processo de beatificação do casal carioca Zélia e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães. Esta é a primeira causa de beatificação de um casal no Brasil. Com a abertura do processo, será dado início à verificação das virtudes e o levantamento de todas as informações e fatos relacionados à Zélia e Jerônimo.  

A cerimônia será realizada pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, e contará também com a participação de Dom Roberto Lopes, Vigário Episcopal para a Vida Consagrada e responsável pelos processos de candidatos à causa dos santos da Arquidiocese do Rio de Janeiro, além de representantes do Vaticano, padres e diáconos.

Além disso, durante todo o domingo (19), os restos mortais do casal ficarão expostos na paróquia para veneração pelos fiéis. Na segunda-feira (20), haverá Santa Missa na Igreja São Sebastião dos Frades Capuchinhos, na Tijuca, às 10h00. 

Zélia Pedreira Abreu Magalhães, nascida em Niterói, e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães, natural de Magé, ambas na Província do Rio de Janeiro, casaram-se em 27 de julho de 1876, na Barra da Tijuca. Tiveram 13 filhos, dos quais, quatro faleceram ainda jovens e os outros nove seguiram ordens religiosas. O casal também manifestava a vontade de ingressar para a vida religiosa, mas Jerônimo morreu antes disso. Após a morte do marido, em 12 de agosto de 1909, Zélia ingressou na Congregação do Sacratíssimo Coração, passando a chamar-se Irmã Maria do Santíssimo Sacramento.

Foto de: divulgação

Nove filhos dos Servos de Deus seguiram ordens
religiosas

A preocupação do casal com a vida espiritual da comunidade era tão grande que eles sempre participavam da Missa, das confissões e da catequese. Prestavam ampla assistência aos escravos e necessitados, tendo construído uma enfermaria para tratar dos doentes com visitas periódicas de um médico. Ao ser assinada a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, os escravos agora libertos legalmente lá permaneceram, uma vez que sempre haviam sido tratados como pessoas livres, a partir do exemplo do pai de Jerônimo.

A fama de santidade de Zélia e Jerônimo espalhou-se pela capital carioca logo após suas mortes. Há alguns anos, segundo conta o responsável pela Causa dos Santos na arquidiocese do Rio, Dom Roberto Lopes, a abertura do processo seria apenas para Zélia, que morreu como monja. No entanto, com a verificação da biografia percebeu-se que Jerônimo também viveu com grandes virtudes. 

Segundo Dom Roberto, os postuladores da causa já coletaram inúmeros relatos de fiéis que receberam graças por intercessão do casal, mas estas só serão averiguadas oficialmente após abertura canônica.

Abaixo, oração oficial pela beatificação dos Servos de Deus Zélia e Jerônimo:

 

 

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