Um projeto documental encabeçado por dois membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT) vai mostrar o caminho da lama, um ano depois do crime da Samarco, que resultou no maior desastre socioambiental do país. O projeto tem o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, DKA Áustria, Diocese Colatina, Arquidiocese Mariana, CPT, Terra Sem Males e Movimento dos Atingidos por Barragens.

Quando a barragem do Fundão da Samarco rompeu, 62 milhões de metros cúbicos de lama intoxicados espalharam-se pelo Rio Doce, cobrindo comunidades inteiras e matando 19 pessoas.
Essa realidade que os idealizadores do projeto, Thomas Bauer (CPT) e Joka Madruga (TSM), querem apresentar por meio do registro de imagens e depoimentos dos moradores das comunidades atingidas. "O intuito do projeto é refazer o caminho da lama e saber o que foi feito e o que ainda se tem a fazer desde o dia do crime. Ouvir as histórias dos que ficaram para trás, na sua maioria sem voz, e os que anseiam justiça e até mesmo teus sonhos", destaca nota da CPT.
O resultado será a produção de um material didático para outras comunidades que correm o mesmo risco, já que atualmente existem mais de 180 barragens nas mesmas condições.
Ao final do projeto, os organizadores irão "devolver" o material produzido para os moradores e personagens do documentário. Será feito o mesmo trajeto e uma exposição fotográfica será montada em cada comunidade retratada, onde também serão feitas projeções do vídeo documentário em praça pública.
Mais informações na página do projeto no Facebook: @lamaquemata.
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