A beleza e profundidade da Capela Sistina atraem os olhos de pessoas do mundo todo, especialmente as pinturas do artista Michelangelo. O trabalho dos famosos afrescos que compõem o teto (abóbada) e a parede do altar teve início décadas mais tarde e chega a despertar a curiosidade do tempo necessário para realizar tal obra.
A Capela Sistina recebeu este nome em homenagem ao Papa Sisto IV que, entre 1477 e 1480, realizou a primeira grande “restauração” da antiga Capela Magna. Sua arquitetura, inspirada nas descrições do Templo de Salomão, possui forma retangular com 40,93 m de comprimento, 20,70 m de altura e 13,41 m de largura.
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Reparando nos detalhes das cenas que compõem toda a extensão da Capela é claro que não foram produzidas do "dia para a noite". O Teto, que retrata o Livro do Gênesis e é considerado uma das maiores obras da história da arte ocidental, foi pintado no decorrer de 4 anos, de 1508 a 1512. Já a pintura do Juízo Final na parede do altar totalizou 7 anos, com início em 1534 e término em 1541.
Ainda, antes de Michelangelo, outros artistas pintaram as paredes laterais com cenas da vida de Jesus e de Moisés, como Perugino e Botticelli.
Michelangelo Buonarroti, um talentoso artista renascentista, gerou grande impacto com o seu trabalho. Serviu nove papas: Júlio II, Leão X, Adriano VI, Clemente VII, Paulo III, Júlio III, Marcelo II, Paulo IV e Pio IV.
Além das pinturas do teto e do Juízo Final da Capela Sistina, outra de suas obras-primas com grande destaque é a escultura Pietá.
Michelangelo formou-se em Florença e logo ficou reconhecido como um grande escultor. Foi então chamado a Roma pelo Papa Júlio II em 1505 e, embora relutante, pintou o teto da Capela Sistina entre 1508 e 1512, criando uma obra-prima.
Trabalhou depois em Florença para os papas Médici (quatro papas oriundos da influente e rica família italiana dos Médici de Florença) Leão X, Clemente VII e Pio IV. Depois, de volta ao Vaticano, pintou O Juízo Final na Capela Sistina entre 1534 e 1541, durante a Contra-Reforma.
A primeira restauração da Capela Sistina aconteceu entre 1980 a 1994 e conforme o site do museu do Vaticano, ela “provou o incrível domínio técnico desse artista e pintor, que não usou assistentes para pintar, mas apenas alguns trabalhadores encarregados da preparação do teto”.
O afresco é uma criação única e excepcional devido à sua complexidade e dimensão.
Em agosto de 2025, Paolo Violini, o chefe do Laboratório de Restauração de Pinturas e Materiais de Madeira dos Museus Vaticanos, comentou em entrevista ao Vatican News sobre o projeto de manutenção do Juízo Final de Michelangelo, previsto para janeiro de 2026.
Manutenção de rotina nos afrescos da Capela Sistina
Antes disso, o Laboratório realizaria a restauração da Loggia de Rafael e, até a Páscoa, é possível que a reparação especial da Capela Sistina seja concluída.
add_box Juízo Final de Michelangelo passará por restauração em 2026
Fonte: Vatican News | Aventurasnahistoria
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