Uma mulher de muitas posses, nascida em meados do século III. Apresentou, porém, uma riqueza espiritual maior que a material, após sua conversão na idade adulta. Dentre as poucas informações que a tradição apresenta sobre sua vida, destacam-se a humildade e generosidade.
Sua feminilidade atraiu o jovem oficial Constâncio Cloro, com quem se casou e teve o filho Constantino. Para confirmar uma elevação política e receber o título de César, seu marido precisou divorciar-se dela. Helena foi afastada do esposo e do filho; ainda assim, permaneceu humilde, enquanto Constantino chegou à corte de Diocleciano.
Após a morte de Constâncio, o filho do casal, quando ainda jovem, sucedeu o pai. Entre as primeiras decisões, esteve dar o título de Augusta para sua mãe, Helena. A partir de então, Helena teve acesso ao tesouro imperial.
Contudo, a mãe de Constantino jamais foi influenciada pela riqueza. Pelo contrário, sua preocupação esteve em dar esmolas e atender às necessidades dos necessitados, libertar pessoas das prisões e das minas.
Santa Helena ficou muito conhecida, pela tradição, como quem descobriu a Cruz de Cristo durante sua permanência em Jerusalém. Mas o que muitos não sabem é que ela viveu no concreto da vida as obras de misericórdia. Talvez por isso, tantas empresas e institutos, especialmente unidades de saúde, recebam o seu nome como uma homenagem.
Segundo a tradição, ela participava ativamente das celebrações religiosas e servia pessoalmente aos famintos. Suas ações refletiam sua fé e contagiavam outras pessoas.
Relatos antigos da tradição associam a ela a descoberta de três cruzes durante escavações na região do Calvário, além dos pregos da crucificação. De acordo com o livro História Eclesiástica de Theodoret of Cyrus, no capítulo 17, todos consideravam como certo que uma destas cruzes era a de Jesus e as outras duas eram as dos ladrões crucificados ao lado dEle.
“Ela mandou transportar parte da cruz do nosso Salvador para o palácio. O restante foi encerrado num revestimento de prata e confiado aos cuidados do bispo da cidade, a quem exortou a preservá-lo cuidadosamente, a fim de que pudesse ser transmitido intacto à posteridade. Enviou então por toda a parte à procura de trabalhadores e materiais, e mandou erigir as igrejas mais espaçosas e magníficas.”
Livro História Eclesiática. cap. 17
Relíquias da Paixão do Senhor na Basílica de Santa Croce in Gerusalemme, em Roma.
Desde a descoberta nas escavações, os fragmentos da Cruz do Senhor foram distribuídos pelo mundo a locais de veneração. Hoje, algumas das principais igrejas que preservam estas relíquias são a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, a Basílica de São Pedro e a Capela de Santa Helena, em Roma.
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