Igreja

Relatório avalia a situação da liberdade religiosa em 196 países

Escrito por Redação A12

19 NOV 2016 - 06H00 (Atualizada em 17 AGO 2021 - 14H04)

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Você pode praticar sua religião? Você pode mudar de religião? Se, para uma das duas perguntas acima, houver um "não", então há uma transgressão do 18° artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

Talvez, para nós, brasileiros, essas perguntas soem sem muita importância - ou não. Em todo caso, no mundo, a liberdade religiosa é ameaçada, em grande parte, pelo fanatismo religioso de grupos radicais como o Estado Islâmico, por exemplo. 

A cada dois anos, a Fundação Pontifícia Ajuda a Igreja que Sofre divulga o seu Relatório Liberdade Religiosa no Mundo, que avalia a situação da liberdade religiosa em 196 países, incluindo o Brasil. O estudo baseia-se em pesquisas de jornalistas, acadêmicos e clérigos.

Unindo-se aos apelos para que a atuação do grupo Estado Islâmico seja reconhecida como genocídio, o relatório aponta os ataques do “hiperextremismo” islâmico como o principal fator contra a liberdade religiosa, sendo responsáveis pela repressão religiosa em um a cada cinco países do mundo: da Austrália à Suécia, assim como em 17 países africanos. Em algumas partes do Oriente Médio, como no Iraque e na Síria, esse hiperextremismo está eliminando as formas de diversidade religiosa e ameaça fazê-lo também em partes dos continentes africano e asiático.

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As características-chave do "hiperextremismo islâmico" incluem tentativas sistemáticas de expulsar todos os grupos dissidentes, incluindo os moderados, com grau de crueldade sem precedentes, alcance global e o uso efetivo das mídias, enaltecendo a violência. Contrariando a visão popular de que os governos são os principais responsáveis pela perseguição, o levantamento aponta o "hiperextremismo islâmico" como a causa do deslocamento maciço de pessoas que fogem de países como o Afeganistão, a Somália e a Síria, atingindo o número recorde de 65,3 milhões de refugiados no mundo, segundo a ONU.

Mas nem todos os problemas ligados à liberdade religiosa se relacionam com o "hiperextremismo islâmico". O estudo denuncia uma "repressão renovada" dos grupos religiosos denunciados na China e no Turcomenistão e uma negação contínua dos direitos humanos para fiéis da Coréia do Norte e Eritreia. No entanto, o relatório constatou que a situação melhorou durante o período em análise em países como o Butão, o Egito e o Catar, que possuíam histórico de violações da liberdade religiosa.

Sobre a Ajuda à Igreja que Sofre

A Ajuda à Igreja que Sofre é uma Fundação Pontifícia com sede no Vaticano, que presta auxílio indiretamente a mais de 60 milhões de pessoas, em cerca de 140 países, incluindo o Brasil. Os projetos auxiliados por pela englobam a produção e distribuição de material catequético, construção e reconstrução de Igrejas; locomoção e transporte para religiosos e missionários; recuperação de jovens dependentes químicos; construção de escolas e casas; alimentação, medicamentos, agasalho e abrigo para refugiados.

A Fundação surgiu em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, quando o padre holandês Werenfried van Straaten, sofrendo ao ver a miséria em que viviam os alemães derrotados e expulsos, começou na Bélgica a pedir ajuda para enviar ao povo alemão. Apesar de uma Europa dizimada pela guerra, o apelo à solidariedade do Pe. Werenfried ecoou, e milhares de pessoas passaram a ajudá-lo com o que tinham. Nascia naquele momento a obra. À medida que o auxílio aumentava, a Fundação se tornava conhecida e os Papas pediam que a obra se expandisse, não apenas para aqueles que passavam necessidades por conta da guerra, mas para todos os que sofriam por viver a sua fé.

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