Por Redação A12 Em Igreja

Relatório avalia a situação da liberdade religiosa em 196 países

Relatório Liberdade Religiosa no Mundo da Fundação AISVocê pode praticar sua religião? Você pode mudar de religião? Se para uma das duas perguntas acima houver um "não", então há uma transgressão do 18° artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

Talvez para nós brasileiros essas perguntas soem sem muita importância ou não. Em todo caso, no mundo a liberdade religiosa é ameaçada em grande parte pelo fanatismo religioso de grupos radicais como o Estado Islâmico, por exemplo. 

Periodicamente, a Fundação Pontifícia Ajuda a Igreja que Sofre divulga o seu Relatório Liberdade Religiosa no Mundo que avalia a situação da liberdade religiosa em 196 países.

No Brasil, o documento será apresentado neste sábado (19), no auditório da Igreja Nossa Senhora de Copacabana, às 10h, com a presença de Dom Roque, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e presidente da comissão de ecumenismo e diálogo inter-religioso; do Padre Fábio (Pe. Fabão), presidente do CONIC – Conselho Nacional da Igreja Cristã; e do Diácono Nelson Águia, representante oficial da comissão de ecumenismo e diálogo inter-religioso, que irão abordar uma análise que compreende o período entre junho de 2014 e junho de 2016, nos 196 países, incluindo o Brasil. O estudo baseia-se em pesquisas de jornalistas, acadêmicos e clérigos.

Na ocasião, haverá mesa-redonda com a presença do padre Emmanuel Yousaf, da Diocese de Lahore, no Paquistão, diretor nacional da Comissão de Justiça e Paz do Paquistão e membro da Pax Christi Internacional. Padre Yousef foi indicado para participar do encontro pela diretoria de projetos da Fundação Pontifícia Ajuda a Igreja que Sofre, na Alemanha, pelo trabalho e atuação no diálogo inter-religioso não apenas no Paquistão, mas também na Europa.

Unindo-se aos apelos para que a atuação do grupo Estado Islâmico seja reconhecida como genocídio, o relatório aponta os ataques do “hiperextremismo” islâmico como o principal fator contra a liberdade religiosa, sendo responsáveis pela repressão religiosa em um a cada cinco países do mundo: da Austrália à Suécia, assim como em 17 países africanos. Em algumas partes do Oriente Médio, como no Iraque e na Síria, esse hiperextremismo está eliminando as formas de diversidade religiosa e ameaça fazê-lo também em partes dos continentes africano e asiático.

As características-chave do "hiperextremismo islâmico" incluem tentativas sistemáticas de expulsar todos os grupos dissidentes, incluindo os moderados, com grau de crueldade sem precedentes, alcance global e o uso efetivo das mídias, enaltecendo a violência. Contrariando a visão popular de que os governos são os principais responsáveis pela perseguição, o levantamento aponta o "hiperextremismo islâmico" como a causa do deslocamento maciço de pessoas que fogem de países como o Afeganistão, a Somália e a Síria, atingindo o número recorde de 65,3 milhões de refugiados no mundo, segundo a ONU.

Mas nem todos os problemas ligados à liberdade religiosa se relacionam com o "hiperextremismo islâmico". O estudo denuncia uma "repressão renovada" dos grupos religiosos denunciados na China e no Turcomenistão e uma negação contínua dos direitos humanos para fiéis da Coréia do Norte e Eritréia. No entanto, o relatório constatou que a situação melhorou durante o período em análise em países como o Butão, o Egito e o Catar, que possuíam histórico de violações da liberdade religiosa.

No último dia 15 de novembro, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, em parceria com a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN-Brasil), iluminou o monumento ao Cristo Redentor com a cor vermelha, das 19h30 às 20h30, em referência ao lançamento do Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo.

Mapa situação liberdade religiosa no mundo

Sobre a Ajuda à Igreja que Sofre

A Ajuda a Igreja que Sofre é uma Fundação Pontifícia com sede no Vaticano, que presta auxílio indiretamente a mais de 60 milhões de pessoas, em cerca de 140 países, incluindo o Brasil. Os projetos auxiliados por pela englobam a produção e distribuição de material catequético, construção e reconstrução de Igrejas; locomoção e transporte para religiosos e missionários; recuperação de jovens dependentes químicos; construção de escolas e casas; alimentação, medicamentos, agasalho e abrigo para refugiados.

A Fundação surgiu em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, quando o padre holandês, Werenfried van Straaten, sofrendo ao ver a miséria em que viviam os alemães derrotados e expulsos, começou na Bélgica a pedir ajuda para enviar ao povo alemão. Apesar de uma Europa dizimada pela guerra, o apelo à solidariedade do Pe. Werenfried ecoou, e milhares de pessoas passaram a ajudá-lo com o que tinham. Nascia naquele momento a obra. À medida que o auxílio aumentava, a Fundação se tornava conhecida e os Papas pediam que a obra se expandisse, não apenas para aqueles que passavam necessidades por conta da guerra, mas para todos os que sofriam por viver a sua fé.

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