Por Pe. André Gustavo de Sousa Em Igreja

Sacramento da Penitência e da Reconciliação

A festa do Perdão e da Misericórdia (parte II)

Estrutura, Celebração, Efeitos

 

Caro internauta continuando nossa reflexão sobre o Sacramento da Reconciliação no clima deste ano jubilar da Misericórdia e iluminados pelo Catecismo da Igreja Católica, nos parágrafos 1421-1498, o qual insisto na importância de uma leitura dedicada, aprofundaremos agora alguns aspectos acerca da estrutura, da celebração e dos efeitos deste sacramento.

Reconciliação

Não podemos nos esquecer de que assim como todo sacramento, a Reconciliação possui a sua estrutura conforme nos ensina o Catecismo: os atos do homem: contrição (dor por ter pecado), confissão (acusação das faltas), e satisfação (obra espiritual e prática para expiar os pecados, o que também chamamos de penitência), e a ação de Deus: absolvição (o perdão dos pecados). Deus é Pai de misericórdia e fonte de todo perdão. É Ele quem nos perdoa, nos reconcilia pela páscoa de seu Filho, pelo dom do Espírito Santo, por meio da oração e ministério da Igreja.

De nós penitentes se espera o arrependimento sincero, a confissão e a satisfação, ou seja, que cumpramos o que nos pede o confessor como penitência para reparar as faltas cometidas. É preciso fazer um profundo exame de consciência antes de aproximar-se do sacramento, para que a contrição seja perfeita, na experiência de reaproximar-se amor de Deus. Do contrário ela pode ser imperfeita quando por motivada por medo.

A confissão nos liberta e reconcilia, abre-nos de novo a graça de Deus. O penitente deve confessar todos os pecados de que tem consciência (é como apresentar a enfermidade ao médico). A Igreja pede pelo menos uma vez por ano! Mas cada um deve sentir a necessidade em seu coração e confessar-se regularmente, pois a confissão regular nos ajuda a formar a boa consciência e faz de nós também misericordiosos para com o próximo.

A satisfação ou penitência nos faz alcançar o bem espiritual. Pode consistir em orações, obras de misericórdia, serviços de caridade, sacrifícios, e principalmente na aceitação da cruz que devemos carregar.

Para celebrar este sacramento, Cristo confiou aos apóstolos, e seus sucessores (bispos) e os presbíteros (colaboradores do bispo) o exercício desse ministério. Os padres e bispos devem incentivar os fiéis a receberem o sacramento, e serem sempre disponíveis, como bom pastor que busca a ovelha perdida, pois o sacerdote é sinal e instrumento do amor misericordioso de Deus, é o servo do perdão de Deus, que fiel à Igreja e à Verdade vai conduzir o penitente à cura e à plena maturidade. Não podemos nos esquecer de que os ministros estão obrigados ao sigilo sacramental.

O que o sacramento da Reconciliação realizará em nossa vida? O Catecismo nos diz que os seus efeitos são: reconciliação com Deus (graça e amizade), paz e tranquilidade de consciência, consolo espiritual, ressurreição espiritual, restituição da dignidade da vida de filho de Deus, reconciliação com a Igreja (comunhão fraterna), participação dos bens espirituais, reconciliação consigo mesmo e com os irmãos. Convertendo-se a Cristo pela penitência e pela fé o pecador passa da morte para a vida.

“Misericordiosos como o Pai” – Ano da Misericórdia

Padre Andre Gustavo assinatura colunista artigos

Escrito por
Assinatura pequena André Gustavo Colunista.png
Pe. André Gustavo de Sousa

Arquidiocese de Aparecida (SP).

1 Comentário

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Polyana Gonzaga, em Igreja

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.