São José é, para a Igreja e para cada um de nós, a representação de um pai. O protetor fiel da família de Nazaré, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. É modelo de humildade e trabalhador, é referência de amor fecundo.
No decorrer dos séculos, o culto a São José ganhou lugar importante na sagrada liturgia. Ele foi proclamado Padroeiro da Igreja Universal pelo Papa Pio IX, em 1870. Muito bela é sua figura para todos os fiéis, principalmente no que diz respeito a sua paternidade.
Às vésperas da celebração sua memória, destacamos sua característica paternal e adotiva, lembrando as palavras de Papa Francisco, em uma de suas audiências, de que “vivemos uma época de orfandade notória” e, por isso, refletir sobre o papel de José na Sagrada Família é tão importante.

Na simplicidade de seu lar, José sustentou Maria e acolheu decisivamente Jesus como seu filho.
Ele teve coragem de assumir a paternidade legal do filho de Deus e, como disse São João Crisóstomo, “colocou-se inteiramente ao serviço do plano salvífico”.
Embora vivamos em um contexto, no Brasil e no mundo, de números elevados de crianças e adolescentes órfãos, precisamos lembrar que também são altos os números de casais na fila de espera para adotar uma criança. Isso é um exemplo vivo de esperança que podemos destacar ao refletir sobre São José.
O Papa Francisco encorajava as pessoas que escolhem o caminho da adoção, “aqueles que se abrem a acolher a vida através da via da adoção que é um comportamento generoso, bonito” e ainda afirmava que São José nos ensina que este tipo de vínculo não é secundário, que “essa escolha está entre as formas mais elevadas de amor”.
Além disso, o saudoso pontífice também chegou a destacar em uma de suas homilias que Jesus quis defender os discípulos da dor do sentimento de orfandade, quando cita a promessa feita: "Não vos deixarei órfãos" (Jo 14, 18).
"Tantos têm muitas coisas, mas falta o Pai. E isto repete-se na história da humanidade: quando falta o Pai, falta algo e há sempre o desejo de encontrar, de voltar a encontrar o Pai, até nos mitos antigos", afirmou o Papa Francisco.

Adoção: um caminho de esperança a exemplo de São José
Como São José, são muitos que se abrem generosamente à missão de serem pais adotivos, como aconteceu com a Rita Mendes e seu esposo, Adeildo, pais adotivos do Jonas e casados há 15 anos.
Em entrevista ao A12, Rita contou que, desde o casamento, ela e seu esposo sonhavam com uma família grande, tanto com filhos biológicos quanto adotivos, mas não imaginavam que teriam dificuldades na concepção, como acontece com muitos casais. Com o passar do tempo, sem que pudessem gerar filhos biológicos, iniciaram a jornada rumo à adoção.
“Depois de 5 anos, entendemos que aquele desejo da Adoção, da época de solteiros ainda, estava florescendo. E decidimos então procurar a Vara da Infância para dar início ao processo da Adoção Legal”, afirmou Rita.
Desde que deram a entrada até a chegada do pequeno Jonas, passaram-se 1 ano e 9 meses de espera, tempo que, comparado a muitos casos, foi relativamente curto.
“Jonas nasceu para nós com 5 meses de vida. Tê-lo nos braços pela primeira vez foi a maior emoção e a maior realização das nossas vidas. Era como se tudo que vivemos e sofremos antes, perdesse a importância diante daquele encontro”, exclamou Rita.

O caminho percorrido por São José, Rita e Adeildo, assim como por todos os casais que se abrem à adoção, possui suas exigências e alegrias. Para o casal, foi uma descoberta de que ser pai e mãe é um processo contínuo de aprendizado e crescimento, e carrega consigo desafios como o da educação integral.
“Como família adotiva, procuramos falar sempre a verdade, e à medida que ele vai crescendo e entendendo melhor, vai descobrindo sua história (que também é nossa)”, afirmou Rita.
A adoção é um gesto de amor, incentivado pela Igreja como um grande dom para a sociedade. Além dos desafios próprios do amor, na formação de uma nova família, se constroem novas histórias, com muitas alegrias para compartilhar e inspirar outras pessoas, como a relatada pela mãe de Jonas:
“Algo que nós fazemos desde o primeiro ano do Jonas conosco, que torna a adoção ainda mais especial: nós celebramos 4 datas especiais. O dia do seu nascimento, o dia em que o telefone tocou nos avisando que ele tinha chegado, o dia que nós nos vimos pela primeira vez e o dia em que ele foi para o nosso lar. Jonas está crescendo sabendo de sua história e todos os anos fazemos memória, celebrando cada momento até nossa família se completar. Estes pequenos gestos nos enchem de alegria e vão solidificando ainda mais o nosso amor”, concluiu a mãe.

Ao final da conversa, Rita aconselhou as pessoas que desejam adotar a darem o primeiro passo, pois, “se há o desejo, a semente já está plantada e precisa florescer”.
É importante estar preparado para o processo burocrático, sem buscar “atalhos”, e para ser pais, investir em formação e conhecimento, pois “educar é uma tarefa séria e preciosa”.
Peçamos a São José, neste tempo em que a Igreja celebra sua memória, sua intercessão por todos que precisam viver o vínculo de amor que se realiza pela paternidade e maternidade, os órfãos e os casais!
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