Igreja

São Mateus, o evangelista deste ano

Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R. (Arquivo pessoal)

Escrito por Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

12 JAN 2023 - 15H58 (Atualizada em 13 JAN 2023 - 18H10)

Em 2023, vamos ouvir na liturgia dominical passagens do evangelho de São Mateus, um dos doze apóstolos de Jesus. Ele trabalhava em Cafarnaum como cobrador de impostos, quando Jesus o viu e o chamou. Essa profissão era mal vista no judaísmo extremista, como se fosse uma classe de traidores da pátria que colaborava com os romanos dominadores do país e pessoas em permanente contato com pagãos.

Além de abandonar tudo imediatamente, Mateus ainda deu uma festa de despedida em sua casa, para a qual convidou os colegas e o próprio Jesus. Os fariseus criticaram o Mestre por Ele sentar-se à mesa com gente ‘ordinária’. Mas Ele deu-lhes uma boa lição: ‘Não vim chamar os justos e sim os pecadores’.

Mateus escreveu seu evangelho para os judeus que abraçaram o Cristianismo. Procurou mostrar-lhes que Jesus é o novo Moisés, muito superior ao profeta máximo do antigo Israel. Ele veio ensinar como viver a ‘justiça’ cumprindo a vontade de Deus, interpretando e aperfeiçoando a lei em vigor.

Jesus é o Messias esperado pelo povo eleito, é aquele que os profetas anunciaram. Então, Mateus recorda dezenas de textos do Antigo Testamento que se cumprem na vida do Salvador.

A obra de Mateus é uma profunda catequese, na qual ele reúne em cinco sermões os ensinamentos de Jesus. O sermão da montanha expõe os fundamentos da nova justiça; o sermão apostólico mostra como é feito o anúncio da Boa Nova; o sermão das parábolas explica em que consiste o Reino dos Céus, inaugurado por Jesus; o sermão sobre a Igreja ensina a viver em comunidade fraterna; o sermão escatológico anuncia a etapa final do Reino. Antes de cada sermão, há uma seção narrativa, na qual ganham relevo 19 milagres de Jesus selecionados pelo evangelista.

A obra começa narrando em dois capítulos a infância de Jesus e termina descrevendo o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. O drama de Jesus se desenrola em cinco atos: primeiro, Ele é acolhido com entusiasmo pelas multidões por causa de seus milagres, porém depois começa a decepcionar o povo que esperava um Messias diferente.

Jesus volta-se para a formação dos discípulos, cerne da futura Igreja. A perseguição dos inimigos chega então ao extremo, alcançando seu objetivo de tirar-lhe a vida. Mas Ele ressuscita e permanece o eterno Emanuel, Deus conosco para sempre no meio da sua Igreja.

Escrito por
Padre José Raimundo Vidigal, C.Ss.R. (Arquivo pessoal)
Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, diplomado em Teologia e em Ciências Bíblicas por Universidades de Roma e de Jerusalém. É o tradutor da Bíblia de Aparecida.

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