O tribunal de Phulbani condenou à prisão perpétua, sete cristãos acusados do assassinato do líder hindu, Swami Saraswati Lakshmanananda, em 2008.
O arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar, na Índia, dom John Barwa, afirmou em entrevista exclusiva à Fundação AIS que a Igreja irá “apelar” da sentença do tribunal. O prelado reconheceu que a condenação “foi recebida com um sentimento de descrença” pela comunidade cristã, pois as “pessoas acreditam firmemente que eles estão inocentes do crime de homicídio”, e que embora não tenha tido acesso ao conteúdo da sentença, declarou que, “à primeira vista, pensamos que houve uma grande injustiça”, até porque “os grupos maoistas locais confessaram publicamente o assassinato”.
“Temos fé no sistema judicial e acreditamos que os acusados serão considerados inocentes”, disse o arcebispo.
O arcebispo aproveitou a oportunidade para pedir às autoridades o rápido julgamento dos casos de violência cometidos em 2007 e 2008, em Orissa, quando cristãos foram vítimas de ataques de grupos hindus extremistas. Que “sejam tomadas as medidas adequadas por parte da polícia para proteger as testemunhas, para que a justiça possa ser feita”, reiterou.
Os ataques na época, causaram mais de uma centena de mortos, deixaram mais de 50 mil desalojados, cerca de cinco mil casas e dezenas de igrejas destruídas.
Segundo o arcebispo, Orissa é o estado mais pobre do mundo e os cristãos que vivem nesse estado pertencem, em sua maioria, aos dalit, que é considerada a classe mais baixa da sociedade. Os dalit são considerados "sem casta" ou "intocáveis" pelos hindus.
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