Na semana anterior, a liturgia dominical levou-nos à reflexão sobre responder ao chamado de Deus não apenas com palavras. Já no 27.º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho de Mateus (21, 33-43) fala da gratuidade de Deus para conosco e dos frutos que Ele espera de nossas vidas.
Jesus conta mais uma parábola e, desta vez, quer nos lembrar da bondade de Deus ao nos confiar “sua vinha”. Sobre essa passagem bíblica, o Papa Francisco, em uma de suas reflexões, afirmou que Jesus lembra-nos o que acontece quando o homem é autossuficiente e esquece que todo bem nos vem de Deus.
Segundo o saudoso pontífice, ao esquecer dessa gratuidade do Senhor em sua vida, o ser humano acaba por viver por si, contando com suas próprias forças e não mais com a alegria de ser amado e salvo. Isso explica o mau comportamento dos vinhateiros, prisioneiros da própria ganância:
“Não nos deixamos amar e ficamos prisioneiros da própria avidez, prisioneiros da necessidade de ter algo mais do que os outros, de querer sobressair sobre os outros. É feio este processo, e acontece-nos muitas vezes”, afirmou o papa.
“A ingratidão gera violência”
Ao concluir sua reflexão, Francisco ressaltou que a ingratidão gera violência. Os vinhateiros esqueceram-se da generosidade do Senhor e, tomados pela ingratidão e pela ganância, perderam a paz, pecaram e não geraram frutos. Como nós agimos com aquilo que Deus nos confia?
A liturgia deste domingo chama-nos a ser gratos e a entregar os frutos que o Senhor espera de nós.
“Nós somos servidores”
Em sua reflexão da série Domingo com o Senhor, o missionário redentorista, Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., ressalta algumas verdades implícitas nesta parábola: “a vinha não é nossa. A Igreja é do Senhor. O Reino é do Senhor. A missão é do Senhor. Nós somos servidores”.
Assista à reflexão completa a seguir:
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