No último domingo, o Evangelho de Mateus na liturgia levou-nos a refletir sobre a conhecida parábola do semeador. Buscamos responder como a Palavra de Deus tem sido recebida em nosso coração.
No 16º Domingo do Tempo Comum, a liturgia dá sequência ao texto com a parábola do “joio e do trigo”, da “semente de mostarda” e do “fermento na massa”. E, em sua explicação, o missionário redentorista, Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., chama nossa atenção para a virtude da paciência.
O que essa virtude tem a ver com o Evangelho?
Segundo o sacerdote, na passagem, Jesus compara o Reino dos Céus com um homem que semeou em seu campo. Ao ver que crescia junto do trigo o joio, ou seja, uma planta daninha, o semeador surpreende-nos com sua fala:
“Deixai crescer um e outro até a colheita!”
Aprendemos com essa palavra a importância da paciência. O homem da parábola reconheceu que, arrancando o joio, poderiam também arrancar o trigo. Sobre essa atitude, comentou o padre Guilherme:
“Deus sabe o tempo certo de semear, de esperar e de colher.”
O Padre acrescenta na sua reflexão que Deus age conosco semelhante ao semeador. Por quê? Conhecendo as virtudes e defeitos que possuímos, o Senhor aguarda com paciência a nossa conversão, sem arrancar o mal de vez, ciente do nosso processo.
Nesse sentido, devemos pensar também se estamos vivendo a paciência com o próximo. O Evangelho também faz um convite para vivermos a misericórdia.
“Quantas vezes queremos eliminar o outro por causa de seus defeitos e fraquezas, desistimos das pessoas e até condenamos, sendo intolerantes e definindo uma pessoa por seu pecado. Deus, porém, enxerga além e enxerga aquilo que ela ainda pode se tornar.”
Exercitar pequenas atitudes de paciência no cotidiano, consigo mesmo, com a família, com os amigos, com os colegas de trabalho e outros que encontramos pelo caminho.
Comente aqui embaixo no que você tem precisado ser mais paciente!
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