Almiro José Grings, idealizador do Caminho da Fé, morreu aos 85 anos nesta sexta-feira (17). Criada há mais de duas décadas, a rota conduz caminhantes e ciclistas de diferentes regiões até o Santuário Nacional de Aparecida.
A ideia de organizar o percurso surgiu depois que Almiro realizou duas vezes o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. A experiência despertou nele o desejo de oferecer, no Brasil, uma estrutura de apoio às pessoas que já peregrinavam até Aparecida.
Ao lado de Clóvis Tavares de Lima e Iracema Tamashiro, Almiro iniciou os contatos com prefeituras, paróquias, comunidades e estabelecimentos que poderiam acolher os peregrinos. O primeiro trajeto foi planejado entre Águas da Prata (SP) e Aparecida (SP).
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O Caminho da Fé foi inaugurado em 11 de fevereiro de 2003. Meses depois, em 15 de agosto daquele ano, foi criada a Associação dos Amigos do Caminho da Fé, responsável pela organização, sinalização e desenvolvimento da rota.
Com o passar dos anos, o percurso ganhou novos ramais e pontos de partida, atravessando municípios de São Paulo e Minas Gerais. As tradicionais setas amarelas passaram a orientar as pessoas que percorrem o caminho a pé ou de bicicleta, motivadas pela fé, pela superação pessoal e pela devoção a Nossa Senhora Aparecida.
A chegada ao Santuário Nacional representa a conclusão da peregrinação para quem percorre o Caminho da Fé. Em Aparecida, os peregrinos são acolhidos pelo Centro de Informações Turísticas (CIT) e podem receber o certificado referente ao trajeto realizado.
Para Jonatas Veloso, gerente do Núcleo de Memória e Turismo do Santuário Nacional, Almiro deixa uma contribuição importante para a história das peregrinações à Casa da Mãe.
“Hoje perdemos uma grande pessoa, seu Almiro, fundador e realizador do Caminho da Fé. Mas o céu ganha uma grande pessoa”, afirmou.
Jonatas também recordou os encontros que teve com Almiro durante suas visitas a Aparecida e destacou a parceria construída ao longo de mais de duas décadas.
“O Caminho da Fé é muito importante e é parceiro nosso aqui no Santuário Nacional, por onde milhares e milhares de pessoas chegam até a Casa da Mãe”, ressaltou.
Segundo o gerente, a continuidade do trabalho realizado pela Associação dos Amigos do Caminho da Fé manterá viva a dedicação de Almiro aos peregrinos. Ele também o recordou como uma pessoa animada, batalhadora e comprometida com o desenvolvimento do projeto.
Almiro José Grings deixa uma história marcada pelo incentivo à peregrinação e pelo trabalho de acolhida aos devotos que percorrem quilômetros até Aparecida. Sua contribuição permanecerá presente em cada novo peregrino que seguir as setas amarelas do Caminho da Fé.
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Fonte: Folha de S. Paulo/ Caminho da Fé/ G1
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