Encerramos o mês de junho, que foi repleto de celebrações litúrgicas, como Corpus Christi, Natividade de São João Batista, Sagrado Coração de Jesus e São Pedro e São Paulo Apóstolos.
Agora, a Igreja Católica inicia o mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. Em julho, além de se aprofundar nessa devoção, os católicos também celebram as datas litúrgicas: dia de Nossa Senhora do Carmo e dia de Santa Maria Madalena.
1º de julho, dia do Preciosíssimo Sangue
A devoção ao Precioso Sangue de Jesus ressalta o Seu sacrifício de amor. Sobre o valor infinito do sangue de Cristo, disse o papa São João Paulo II em sua Carta Apostólica Angelus Domini:
“Uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa.”
Todo o mês de junho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue para motivar-nos a meditar na oferta total de Jesus pela humanidade.
A festa litúrgica teve início no pontificado do papa Pio IX em 1849, como uma ação de graças no contexto de seu exílio na época. Mais tarde, o papa Pio X fixou a data para o dia 1 de julho.
16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo
A festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo acontece em 16 de julho e celebra a sua aparição a São Simão Stock, que ocorreu no mesmo dia em 1251, ou seja, há mais de 700 anos.
O primeiro livro dos Reis, das Sagradas Escrituras, narra o encontro do profeta Elias com alguns homens, no Monte Carmelo, para proteger a integridade da fé e enfrentar um confronto com os sacerdotes do deus Baal.
Segundo a tradição, dali por diante, passaram a existir grupos de monges que se inspiraram neste profeta, a partir da regra de São Basílio.
Em 1154, o nobre francês Bertoldo, com apoio de seu primo Aimério, Patriarca de Antioquia, reuniu eremitas na Palestina para viverem em comunidade e construíram uma igrejinha dedicada à Virgem Maria.
Surgiram então os chamados Irmãos de Santa Maria do Monte Carmelo, com duas vertentes características: a união a Nossa Senhora e a referência a Elias.
A devoção a Maria, portanto, tem origens ligadas a este profeta e remonta aos primeiros séculos do cristianismo.
São Simão Stock e o escapulário
Simão era um piedoso carmelita que viveu em uma época em que a ordem sofria perseguições. Rezavam para clamar o socorro de Maria.
Assim, Nossa Senhora apareceu a São Simão, rodeada de anjos, e entregou um escapulário nas suas mãos, dizendo:
“Recebe este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e todos os carmelitas. Quem morrer com ele, não se perderá."
A partir de então, o escapulário passou a ser parte do hábito dos carmelitas.
A festa entrou para o calendário litúrgico há 10 anos, no dia 22 de julho, instituída pelo Papa Francisco, durante o Jubileu da Misericórdia.
No decreto, o Pontífice afirmou que a decisão se deu pelo contexto eclesial na época, que aprofundou a reflexão sobre a dignidade da mulher e a grandeza da Misericórdia divina.
Primeira testemunha da Ressurreição
O Evangelho de João revela que Maria Madalena chorou quando não encontrou o corpo de Jesus no sepulcro, mas ela foi a primeira, pela misericórdia, a testemunhar o Mestre ressuscitado, e suas lágrimas transformaram-se em alegria pascal.
Além disso, foi também a primeira a receber o mandato do Senhor para anunciar aos discípulos a grande notícia.
"Vai aos meus irmãos e dize-lhes... Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor!"... e o que ele lhe havia dito” (Jo 20,17-18).
Outras celebrações litúrgicas
3 de julho — São Tomé, Apóstolo (Festa)
6 de julho — Santa Maria Goretti (Memória)
11 de julho — São Bento (Memória)
15 de julho — São Boaventura (Memória)
21 de julho — São Lourenço de Brindisi (Memória)
23 de julho — Santa Brígida, religiosa (Memória, no calendário listado)
24 de julho — São Charbel Makhlūf, sacerdote (Memória)
25 de julho — São Tiago, Apóstolo (Festa)
29 de julho — Santos Marta, Maria e Lázaro (Memória)
30 de julho — São Pedro Crisólogo, bispo e doutor (Memória)
31 de julho — Santo Inácio de Loyola, sacerdote (Memória)
Qual é a importância das datas litúrgicas?
As celebrações litúrgicas da Igreja têm grande significado, pois permitem reviver, ao longo do ano, eventos fundamentais da fé cristã, da vida de Jesus e da história da salvação.
Celebrar é uma maneira de atualizar e aprofundar a compreensão da mensagem cristã em nossas vidas.
A liturgia, ainda, segundo o papa Francisco, deve ser vista como um “organismo vivo”, pois:
“É obra de Cristo e da Igreja, não é um monumento de mármore ou bronze, não é uma coisa de museu." – Papa Francisco
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Fonte: Vatican News | MBC
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