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Bispo da Venezuela vê avanço nas libertações de presos políticos

Em meio a negociações internacionais, gestos do governo venezuelano são vistos pela Igreja como avanço limitado diante da crise de direitos humanos.

Escrito por Rafael Gurgel

16 JAN 2026 - 17H34 (Atualizada em 19 JAN 2026 - 10H46)

Reprodução/Adobe Stock: MyriamB

A Venezuela voltou a libertar presos políticos, que estavam detidos no regime de Nicolás Maduro. A libertação ocorre em um contexto marcado por negociações diplomáticas e pela retomada de diálogo com a comunidade internacional.

Embora os números possam variar conforme as fontes, organizações independentes e o governo confirmaram que dezenas de detenções foram revogadas na última semana.

Segundo a ONG Foro Penal, mais de cinquenta pessoas foram libertadas, enquanto autoridades venezuelanas falam em 116 liberações, sem detalhar os nomes. Entre os beneficiados estão cidadãos estrangeiros, profissionais da imprensa e opositores ao governo de Nicolás Maduro, detidos em operações governamentais.

Contexto religioso e social

Líderes da Igreja Católica abordaram a situação social e política vivida pela população. Na ocasião, o arcebispo de Barquisimeto (Venezuela), Dom Polito Rodríguez Méndez, fez referência às recentes libertações. O bispo afirmou que os gestos anunciados representam um avanço, ainda que limitado. Segundo Dom Polito, a permanência de outros detidos continua gerando apreensão.

“Alegramos que alguns já tenham sido libertados, mas muitos outros ainda aguardam libertação, e seus pedidos e os de suas famílias não podem continuar sendo ignorados; portanto, será um gesto de reconciliação e justiça libertá-los o mais breve possível”, afirma o arcebispo de Barquisimeto”.

Movimentos diplomáticos

As solturas ocorrem paralelamente a movimentações no campo diplomático e contatos entre representantes da oposição venezuelana, autoridades do governo e lideranças internacionais. Recentemente, no dia 12 de janeiro, o Papa Leão XIV recebeu, no Vaticano, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz e líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.

A cidade de Caracas sinalizou interesse em restabelecer relações com os Estados Unidos e aprofundar o diálogo com a União Europeia, interrompidos desde 2019.

Organismos internacionais seguem acompanhando a situação e destacam que a continuidade das liberações será determinante para avanços concretos no campo dos direitos humanos na Venezuela. “Rezamos por todos os presos e suas famílias”, Dom Polito Rodríguez.

add O Ataque dos Estados Unidos à Venezuela

Fonte: Vatican News

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