Localizado na Ásia Ocidental, fazendo fronteira com diversos países da Ásia, possui área de 1,6 milhões de km², é o segundo país em extensão da Ásia, maior que países como Alemanha, Itália e França juntas. Ali vive uma população de cerca de 92 milhões de habitantes. Sua posição é estratégica por unir várias regiões, possuindo uma das maiores reservas de petróleo, de gás e de riquezas minerais do mundo.
O Irã abrigou algumas das civilizações mais antigas do mundo e depois, conhecido como Pérsia, formou um grande império que dominou vasta região até se confrontar com o poderio macedônico de Alexandre Magno.
Em 651, a região foi conquistada pelos muçulmanos e, com poucas modificações, chegou até o século XX. Em 1953, com apoio britânico e dos Estados Unidos, houve um golpe de estado e o país tornou-se uma monarquia autocrática até que em 1979, aconteceu a Revolução Islâmica que expulsou a monarquia do Xá Reza-Pahlavi, fechou novamente o país às influências estrangeiras com a criação da República Islâmica.
Seu sistema político combina elementos de uma democracia parlamentar e de uma teocracia religiosa comandada por clérigos do islamismo, com a máxima autoridade acumulada nas mãos do Aiatolá.
Nas mais de três décadas no poder, o aiatolá Ali Khamenei já enfrentou diversas ondas de protestos, todos reprimidos com violência, enquanto manteve uma política de linha dura em relação a costumes. Seu governo foi acusado de matar opositores exilados, e de reprimir jornalistas e intelectuais não alinhados ao regime.
Desde o início dos protestos generalizados contra o regime do aiatolá nos últimos dias de 2025, o movimento tem se expandido tanto em escalada quanto em violência, tornando-se a mais nova crise do governo de Teerã.
Os protestos eclodiram no final de dezembro em Teerã e foram motivados por uma crise econômica porque a moeda do país, o rial, perdeu metade de seu valor frente ao dólar e a inflação ultrapassou os 40% em dezembro. Com o passar dos dias e com o crescimento da repressão policial, os manifestantes passaram a exigir também a renúncia de Ali Khamenei.
A onda anterior de protestos contra o regime tinha ocorrido em 2022, após a morte da jovem Mahsa Amini sob custódia da polícia moral iraniana. Foram os maiores protestos em décadas no país, que estimularam muitas iranianas a se recusar a usar o obrigatório lenço de cabeça. A repressão do governo foi intensa, com organizações de direitos humanos estimando que mais de 5 mil pessoas foram mortas.
Há muitos anos, o Irã tem enfrentado dificuldades econômicas agravadas agora pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos, adotada a partir de 2018, quando o presidente Donald Trump tirou o país do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano que havia sido costurado por Barack Obama.
Num cenário de desabastecimento, a população enfrenta inflação elevada, acima de 40% ao ano e uma crescente desigualdade entre os cidadãos comuns e a elite do país, além de denúncias de uma crescente corrupção no governo. A riqueza gerada pelo petróleo e gás exportados pelo país não tem chegado para todos.
Ao contexto econômico cada vez mais precário somam-se as tensões políticas internas, pois desde a Revolução Islâmica de 1979, o país funciona como uma "República Teocrática" que, na prática, acaba funcionando como um regime ditatorial no líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, está no poder desde 1989.
Existe uma constituição federal elaborada logo após a Revolução Islâmica, mas sua interpretação e aplicação dependem muito da autoridade religiosa que determina a eleição do primeiro-ministro e a orientação da política exterior.
O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades sociais, especialmente entre os mais jovens, que foram os que encabeçaram vários protestos nos últimos anos.
O Irã é chamado de “Eixo do Mal” pelos Estados Unidos, que acusam o país de financiar o terrorismo internacional.
O aiatolá Ali Khamenei usa a estratégia de construir e fortalecer estruturas paralelas dentro do Estado que espelham algumas de suas instituições, como o Exército e as agências de inteligência. É o caso da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), uma força paralela aos militares tradicionais, que passou a influenciar fortemente a política do país.
Uma das estratégias centrais de política externa é apoiar, com verbas e armas, organizações que atuam como intermediárias do Irã para confrontar Israel. Essa estratégia de guerra por procuração foi adotada para evitar um enfrentamento direto.
Organizações como o Hezbollah, o Hamas e os houthis, que formam o chamado Eixo da Resistência, sofreram derrotas importantes recentemente.
Num contexto externo desfavorável e com as crescentes manifestações internas, analistas já começam a duvidar da capacidade das lideranças religiosas de levarem adiante a Revolução Islâmica, que passa por um forte processo de esgotamento.
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