A música tem poder sobre os corpos e ninguém poderá medir o seu potencial. O corpo é capaz de ser atingido por estímulos sonoros que influenciam o movimento fisiológico. É isso que desejo apresentar ao trazer uma breve síntese do Capitulo IV da obra “Tratado de Musicoterapia”, de Clotilde Espinola LEINIG, quando apresenta os “Efeitos Psicofisiológicos provocados pela Música”.
A música pode provocar muitos efeitos psicofisiológicos na pessoa humana. Além disso, tem o poder de gerar “a comunicação, a identificação, a fantasia, a expressão pessoal e levá-lo ao conhecimento de si mesmo”.[1] Ela é capaz de atingir todo o material fisiológico. Inúmeros trabalhos científicos têm a Música como objeto de investigação.
No cérebro, que comanda todo o corpo humano, é também possível medir as consequências da incidência da Música. O pulso cerebral, a circulação e a contração sanguínea, a dilatação intracraneana, tudo pode ser alterado dependendo do som e do ritmo com que o indivíduo mantenha contato.
O corpo do ser humano é portador de eletricidade, também pode sofrer influência da Música. Através do eletroencefalograma é possível medir as “correntes Elétricas do corpo”, apontando que a ação da música provoca “modificações nas secreções cutâneas”[2], ou excita as secreções das glândulas “sudoríporas”. [3] O estímulo da energia do corpo pode beneficiar ou prejudicar os órgãos, dependendo da maneira e intensidade da energia produzida.
A Música também influencia o ritmo da circulação e da respiração. Depressão, stress e ansiedade são fatores que provocam patologias nestes sistemas. Buscando libertar-se das emoções e sentimentos negativos, o indivíduo acaba por reprimi-los, alterando sua pressão sanguínea. Isso pode provocar distúrbios cardiovasculares, arritmia, taquicardia, etc. Para dissolver essas patologias é essencial “guardar a calma, aprender a relaxar e liberar as emoções”.[4] Há estudos que indicam diversas músicas para o momento de relax. Pesquisas mostram que o Jazz tende a aumentar a frequência respiratória e cardíaca mais que a música erudita.[5]
A pressão alta provocada por questões emocionais também pode ser governada pela Música. Ela pode manter-se elevada por causa das emoções excessivas. Pessoas com pressão alta são mais ágeis e mais sensíveis, incidindo no funcionamento “gastrointestinal, inibição das secreções digestivas e maior rapidez nos batimentos cardíacos”.[6]
Pesquisas mostram que a força muscular pode ser aumentada por meio de “excitações sonoras agradáveis”, com músicas “alegres, de andamento rápido e em tom maior”.
Pesquisas mostram que a força muscular pode ser aumentada por meio de “excitações sonoras agradáveis”, com músicas “alegres, de andamento rápido e em tom maior”.[7] No Carnaval, é comum as pessoas passarem horas na agitação das festas. Da mesma forma, as academias de exercícios físicos utilizam ritmos acelerados para influenciar o trabalho do corpo.
O estômago é um dos órgãos mais sensíveis, ele reage aos ambientes de emoções agradáveis ou não, influenciando na digestão. Por isso aconselha-se músicas agradáveis na hora da alimentação. Qualquer alteração de humor pode surgir a angústia e tirar o apetite. “A Música é o melhor neutralizante, não só para deixar o ambiente alegre, mas também para influir diretamente nos movimentos do trabalho digestivo.”[8]
Enfim, muitos males que o mundo moderno nos trazem podem ser evitados com o uso da música. O musicoterapeuta é o único profissional habilitado para ajudar na superação de problemas psicofisiológicos utilizando a música.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
LEINIG, Clotilde, Espínola. Tratado de Musicoterapia. São Paulo. Sobral, 1977
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