O Evangelho deste 26º Domingo do Tempo Comum (Lc 16,19-31) apresenta a parábola do homem rico e do pobre Lázaro.
Uma história dura, mas que faz com que reflitamos sobre a indiferença. De um lado, o luxo e a fartura de quem vivia apenas para si. Do outro, a dor e a fome de quem não tinha sequer o básico para sobreviver.
Quando a morte chega, as situações se invertem: Lázaro é consolado no seio de Abraão, e o rico experimenta o tormento. Jesus mostra, assim, que a verdadeira tragédia não foi a riqueza do homem, mas sua incapacidade de enxergar o irmão que estava à sua porta.
“‘Meu filho, lembra-te que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro igualmente seus males. Agora, ele é consolado e tu és torturado [...]'” (Lc 16,25)
A indiferença fecha o coração
O abismo entre os dois não começou depois da morte, mas já existia na vida: o abismo da indiferença, da falta de compaixão, da ausência de solidariedade.
“O portão da casa do rico está sempre fechado ao pobre, que permanece ali, fora, procurando comer algumas migalhas que caem da mesa do rico. O rico veste-se com roupas de luto, enquanto Lázaro está coberto de chagas; cada dia o rico dá banquetes requintados, enquanto Lázaro morre de fome.” (Audiência Geral de 18 de maio de 2016).
Na parábola, o rico pede que um morto volte à vida para advertir seus irmãos, mas Abraão é claro: a Lei e os Profetas já são suficientes. Esse alerta também vale para nós: não precisamos de sinais extraordinários para nos converter, mas de um coração aberto à escuta da Palavra e disponível para a prática da caridade.
Esse Evangelho é um convite a olhar para nossas escolhas: estamos construindo pontes ou abismos?
Como recordou o Padre Thiago Costa, C.Ss.R.:
“Devemos nos converter a cada dia, cumprindo o que Deus deseja de nós. E Ele deseja que permaneçamos fiéis, que promovamos a paz e a justiça, que façamos de nossa vida sinal de esperança e amor.”
add_box Deus quer nos fazer ricos?
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