Música

Músicos do Santuário evangelizam por meio da música e da fé

Conheça a história de músicos do Santuário Nacional que colocam seus talentos a serviço da fé na Casa da Mãe Aparecida!

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Escrito por Vitória Victal

01 OUT 2026 - 14H25 (Atualizada em 01 OUT 2026 - 15H31)

José Eduardo Castro/ A12

A música tem a missão de unir pessoas, despertar emoções e transmitir mensagens que não são capazes de ser passadas pelas palavras apenas ditas.

Nesse sentido, o Dia Internacional da Música, celebrado em 1º de outubro, foi criado pelo Conselho Internacional da Música (IMC), organismo fundado com parceria da UNESCO, promovendo a arte musical em toda a sociedade.

Na Igreja, a música também ocupa um lugar especial e muito importante. Mais do que ser uma melodia ou expressão artística, ela se torna oração, anúncio do Evangelho e instrumento de encontro com Deus.

No Santuário Nacional de Aparecida, essa missão ganha ainda mais um significado. Todos os dias, diversos romeiros participam de celebrações, momentos de devoção e transmissões, acompanhados por vozes e instrumentos que ajudam a conduzir a experiência de fé vivida na Casa da Mãe.

Por trás de cada canto, ensaio e celebração, há músicos que colocam seus talentos a serviço da evangelização. Eles ajudam a criar um ambiente de acolhimento e oração na Casa da Mãe Aparecida, contribuindo para que os peregrinos expressem sua fé e se aproximem de Deus por meio da música.

Conheça a história dos músicos do Santuário

Desde a infância, a música faz parte da vida de Silvio Lino, músico do Santuário Nacional. Nascido em Aparecida (SP), ele teve os primeiros contatos com a arte durante as visitas à Basílica Histórica.

O que começou como admiração pelo som do órgão de tubos se transformou em vocação e, anos depois, em uma missão vivida diariamente no Santuário Nacional.

Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Silvio Lino com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida

Ao recordar sua trajetória, o músico contou que a inspiração surgiu ainda nos tempos de catequese, quando recebeu incentivo para iniciar os estudos musicais.

“Sou aparecidense e, como frequentava a Basílica Histórica com meus familiares, o som do órgão de tubos sempre me chamava a atenção. Quando entrei na catequese, minha catequista abriu os caminhos para que eu pudesse estudar música. Aos 16 anos, comecei a trabalhar no Santuário Nacional como músico.”

Para ele, atuar no maior Santuário mariano do mundo vai muito além de uma profissão. A música se tornou uma forma concreta de evangelização e acolhimento aos devotos que chegam à Casa da Mãe Aparecida.

“Trabalhar no Santuário Nacional, sobretudo com a música, é algo muito além de ter um emprego. Para mim, é vocação, chamado e missão. É cantar a fé, acolher cada devoto com um abraço musical e evangelizar por meio da música", compartilhou.

O músico destacou também um momento que lhe marcou como músico, como a graça de ter participado de celebrações históricas presididas por dois papas no Santuário Nacional.

“O Santuário Nacional é especial em todos os momentos, e o calendário litúrgico mostra bem isso. Mas fui presenteado com a oportunidade de tocar o órgão nas missas pontificais de 2007, com o Papa Bento XVI, e de 2013, com o Papa Francisco.”

Já para Suzi Bolcato, musicista do Santuário Nacional, o que começou ainda nos primeiros anos de vida, se transformou em um caminho de fé, dedicação e serviço que hoje ajuda a acolher milhares de romeiros na Casa da Mãe Aparecida.

Ao recordar o início de sua trajetória, Suzi relatou que a música surgiu em sua vida após um momento marcante que viveu quando criança.

“Minha história começou aos 4 anos de idade, após uma meningite bacteriana severa, da qual fui salva por um milagre, através da intercessão de Nossa Senhora e de Santa Rita de Cássia. Surpreendi meus pais tocando, de ouvido, aquela música ‘Wherever you go, whatever you do...' Daí em diante, a música sempre me acompanhou”, contou.

Arquivo Pessoal/ Suzi Bolcato Arquivo Pessoal/ Suzi Bolcato Suzi Bolcato em 1987 com seu primeiro piano

Para ela, a música possui um significado que vai além da técnica ou da performance. Suzi a define como um caminho de libertação, cura e alegria.

“Cantar, para mim, é libertação, é cura, é fonte de alegria e felicidade. A música me ensina a cada dia a partilhar os dons, a somar, a ter disciplina, a buscar evolução profissional e pessoal”, disse.

Por fim, ela deixou uma mensagem para aqueles que desejam trilhar o caminho da música, destacando a importância do estudo, da perseverança e da humildade.

“Na música, é feliz quem estuda, quem busca melhorar a cada dia, com humildade, paciência e constância, buscando conhecimento e contentamento.” 

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Fonte: International Music Council (IMC)

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Por Vitória Victal, em Música

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