Desde as ruas de Paris, em 1830, até as mãos dos fiéis em todo o mundo, a Medalha Milagrosa permanece como um dos maiores símbolos da devoção mariana. Mais que um objeto de fé, ela carrega uma história de consolo e esperança que atravessou guerras, pandemias e gerações, lembrando que o amor de Maria resiste ao tempo.
O ano era 1830, quando a Virgem Maria revelou-se a uma jovem simples, uma irmã, chamada Catarina Labouré, que fazia parte das Filhas da Caridade, congregação fundada por São Vicente de Paulo. A Virgem Maria veio ao seu encontro em três aparições cheias de luz e ternura e, com o coração aberto, Catarina acolheu a presença materna de Nossa Senhora.
Em uma dessas aparições, na noite de 27 de novembro, Nossa Senhora apresentou à Catarina o modelo de uma medalha, prometendo graças e bênçãos àqueles que a usassem com fé e devoção. Desta forma, nasceu a Medalha Milagrosa, o “M” entrelaçado à cruz, que diz respeito à união entre Jesus e Maria, os dois corações de Jesus e Maria e as doze estrelas que representam o povo de Deus.
Desde então, milhões de fiéis em todo o mundo trazem essa medalha como sinal de proteção e confiança.
A Medalha Milagrosa percorreu o mundo. Foi usada por soldados em guerras, sustentou famílias em tempos de fome e se tornou símbolo de confiança durante pandemias.
Para o Padre Valerio Di Trapani, em entrevista ao Vatican News, a mensagem de Maria permanece atual:
“Na época das aparições, a França vivia divisões e revoltas. Hoje, em meio às dores do mundo, Maria repete o mesmo convite: Não se desencorajem, eu estou com vocês.”
O Padre ressaltou que, durante a pandemia da Covid-19, a Medalha Milagrosa ganhou novo significado para os fiéis, tornando-se um sinal de fé, proteção, esperança e devoção em tempos de dificuldade.
Em 2020, o Papa Francisco abençoou no Vaticano uma imagem de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa
O Papa Francisco abençoou uma imagem de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, no Vaticano, marcando os 190 anos das aparições. Após a bênção do Santo Padre, a imagem deu início à peregrinação de “Maria Peregrina” pelas regiões da Itália mais afetadas pela pandemia, para levar consolo e esperança às pessoas.
Segundo o Padre Valerio Di Trapani, que coordenou a iniciativa, esse gesto mostrou que Maria continua perto do seu povo:
“Há 190 anos, a Virgem prometeu estar conosco, e acreditamos que repete isso hoje. Mesmo em tempos difíceis, Maria não se afasta, mas caminha conosco, especialmente com os mais pobres e sofridos” , disse o padre em entrevista ao Vatican News.add_box Conheça o Santuário da Medalha Milagrosa em Monte Sião (MG)
Fonte: Vatican News
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