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Cabos de vassouras viram presépio em homenagem a Aparecida

Veja também presépio gigante que virou ponto turístico em Aparecida (SP)

Escrito por Guilherme Gomes

10 DEZ 2021 - 08H04 (Atualizada em 10 DEZ 2021 - 10H38)

Ana Clara Coelho

Dezembro chegou, e junto com ele desembarca nas casas, ruas, empresas e, principalmente nas pessoas, o espírito natalino. Decorações especiais, ruas iluminadas, papais-noéis e presépios são vistos frequentemente e viram ponto turístico nas cidades. O presépio, no seu significado mais íntimo, surgiu com o intuito de mostrar e reconstituir a cena do nascimento do Menino Jesus.

A cena, que conta ainda com Maria, José e o burrinho que transportou a família de Nazaré para Belém, ganha destaque no Natal, já que muitas famílias montam os presépios em homenagem ao nascimento de Jesus. Cada presépio carrega uma história e uma motivação especial dentro de cada lar.

Presépio construído sob “estrutura de fé”

O presépio construído pelo casal de comerciantes Geraldo Soares e Heloísa Carvalho carrega muito mais do que apenas o retrato do nascimento de Jesus. Geraldo e Heloísa servem há 20 anos no Santuário Nacional como ministros da eucaristia e, por serem religiosos, todo ano montam o presépio. Nesse ano de 2021, Geraldo recebeu uma “inspiração especial” e resolveu homenagear os devotos de Nossa Senhora Aparecida que caminham em romaria até o Santuário.

Eu acho que foi uma vontade divina, do Papai do Céu. A gente sabe que a caminhada até o Santuário é difícil. Muitos romeiros caminham por dois, três dias. Outros por semanas ou até meses. Então surgiu a vontade de homenageá-los utilizando os pauzinhos que eles usaram durante a caminhada até o Santuário”, disse Geraldo.

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Os pauzinhos, na verdade, são na maioria, cabos de vassoura, utilizados como cajados pelos romeiros para se apoiarem durante as longas peregrinações até a Casa da Mãe Aparecida. Com a ajuda de colaboradores do Santuário, Geraldo e Heloísa recolheram mais de 300 “pauzinhos” para construírem o presépio desse ano. “300 pessoas diferentes. São 300 histórias e muita fé envolvida. É muito gratificante construir nosso presépio apoiado na fé desses devotos”, confidenciou Heloísa.

Já Geraldo encara os cajados que servem de apoio para o presépio como uma vitória. “A caminhada até o Santuário é um testemunho de fé muito grande e nos fortalece como voluntários ver a romaria chegando à Aparecida. É muito legal aquele momento de emoção, de abraços, de choro e, a alegria de ter chegado, é como se fosse uma conquista. Eu imagino que seja um grande troféu a chegada. Então cada pauzinho que eu trouxe para construção do presépio é um troféu pra mim.”, contou Geraldo, que é voluntário e ministro da Sagrada Eucaristia no Santuário, assim como sua esposa, Heloísa.

Mais do que o presépio em si e, além de toda a homenagem realizada aos romeiros devotos de Nossa Senhora Aparecida, Geraldo e Heloísa acreditam que todo o empenho e construção da obra de arte só faz sentido por conta da renovação de fé e esperança que partem do nascimento do Menino Jesus. “O presépio, no meu modo de ver, precisa ser o ano todo. Porque o nascimento do menino Jesus no nosso coração precisa ser todos os dias do ano. O Natal precisa ser um Natal de oração e ação de graças”, finalizou Geraldo.

Presépio “gigante” é atrativo em bairro e já recebeu visita de padres de Aparecida (SP)

Mais do que apenas montar um presépio em casa, a família do Maurício Ribeiro, estudante e acólito no Santuário Nacional, tornou a cena do nascimento do Menino Jesus um atrativo turístico em sua casa.

Os mais amigos vêm aqui ver. Virou ponto turístico. Até a novena está acontecendo aqui. Os padres daqui da paróquia vêm em casa para ver o presépio”, disse Rosana Araújo, tia de Maurício e uma das responsáveis pela realização do presépio.

Ana Clara Coelho
Ana Clara Coelho
Maurício com seu primo e suas tias: os moradores e responsáveis pelo presépio que virou ponto turístico


A construção da obra de arte demorou cerca de 60 dias.Comecei logo após o 12 de outubro, de Nossa Senhora, e finalizei agora em dezembro. É muito detalhe que existe na construção das casas.”, disse Rosana. A aposentada contou ainda que utilizou isopor descartado por lojas do comércio de sua cidade, Aparecida (SP), para construir Belém e o local de nascimento do Menino Jesus.

Apesar de todo trabalho e de toda a beleza do presépio, Rosana disse que o espírito natalino religioso é o principal a ser comemorado no Natal. Um sentimento de esperança, fé e gratidão. “É um momento de agradecimento. Agradecer pela vida, pela saúde. O presépio é para lembrar todo esse sentimento. A mensagem que fica é para lembrarmos o Menino Jesus”, destacou Rosana.

A mensagem é ficar mais perto de Deus. Somos sobreviventes. Não é só o Papai Noel. É o Menino Jesus. Ele quem cuida de tudo”, finalizou Catarina Ribeiro, tia de Maurício e que também ajudou na construção do presépio.

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