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Cantor Junho Chu prepara peregrinação à JMJ Seul 2027

A preparação para a JMJ 2027 ganha novos caminhos entre brasileiros, com iniciativas que aproximam os peregrinos da Igreja e da cultura coreana

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Escrito por Redação A12

18 AGO 2026 - 13H53

Reprodução Instagram: @junho.chu

O cantor e missionário sul-coreano Junho Chu está organizando uma peregrinação de brasileiros para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Seul 2027. O grupo já conta com 19 inscritos. A expectativa é reunir mais de 50 jovens para a viagem.

A proposta inclui a programação oficial da JMJ. O grupo também terá atividades sobre a história da Igreja na Coreia. Chu prepara ainda uma apresentação musical para os peregrinos.

Em entrevista à ACI Digital, para o cantor a viagem terá um significado ligado à sua própria trajetória entre os dois países.

A Coreia é minha pátria. O Brasil se tornou uma parte muito importante da minha caminhada missionária. Por isso, poder levar pessoas que conheci e aprendi a amar aqui no Brasil ao país onde nasci é como se essas duas partes da minha vida finalmente se encontrassem. Não me vejo simplesmente como alguém que está levando brasileiros à Coreia. Sinto que estou ajudando duas comunidades católicas a se encontrarem”.

A preparação da peregrinação envolve a apresentação aos brasileiros de elementos da história e da espiritualidade da Igreja coreanaEntre os temas previstos está a origem do catolicismo no país. A Igreja na Coreia possui uma característica singular: sua formação começou com leigos.

No século XVIII, estudiosos coreanos tiveram contato com livros católicos vindos da China e começaram a estudar a fé”, disse. “Eles buscaram a verdade, compartilharam entre si o que haviam descoberto e, por fim, pediram que sacerdotes fossem à Coreia para atendê-los. Assim, em um sentido muito profundo, a Igreja coreana nasceu da sede de verdade de leigos comuns”.

A história também inclui períodos de perseguição. Milhares de católicos foram mortos por causa da fé.

“Depois vieram os mártires. Milhares de católicos coreanos deram a vida em vez de negar a fé. O testemunho deles continua muito vivo na Igreja coreana”.

Mártires coreanos estarão no roteiro

A história dos mártires será um dos pontos apresentados por Chu aos peregrinos brasileiros. Entre as figuras centrais está Santo André Kim Tae-gon, primeiro sacerdote coreano.

André Kim foi martirizado em 1846. Ele e outros 102 mártires foram canonizados pelo Papa João Paulo II em Seul, em 1984.

Chu pretende apresentar aos peregrinos a espiritualidade desses santos e o impacto de seu testemunho na Igreja local.

“Acredito que a memória dos mártires oferece à Igreja coreana algo muito precioso: a compreensão de que a fé não é simplesmente algo que herdamos. É algo que escolhemos, que vivemos e que, às vezes, exige que sejamos corajosos. Esse é um dos tesouros da Igreja coreana que espero que pessoas do mundo inteiro descubram na Jornada Mundial da Juventude de Seul”.

O testemunho dos mártires também se relaciona ao tema escolhido para a JMJ Seul 2027: “Tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Os católicos coreanos estiveram dispostos a entregar tudo, até a própria vida, em vez de abandonar a fé. Acredito que essa mensagem seja especialmente importante hoje”.

Reprodução/ Vatican News Reprodução/ Vatican News Estátua de Santo André Kim Taegon na área externa da Basílica de São Pedro

Paróquias também se mobilizam para a JMJ

A peregrinação organizada por Junho Chu faz parte de um movimento maior de preparação dos brasileiros para a JMJ Seul 2027.

Paróquias e grupos de jovens também buscam formas de viabilizar a participação na JMJ As iniciativas variam de acordo com a realidade de cada comunidade.

Alguns grupos organizam campanhas para arrecadar recursos. Outros promovem eventos, rifas e ações comunitárias. Há ainda paróquias que articulam grupos de peregrinos para dividir custos e facilitar a organização da viagem.

Essas iniciativas permitem que a preparação para a JMJ comece antes da chegada à Coreia. A mobilização também fortalece a participação comunitária dos jovens.

Da Coreia ao Brasil

A história de Junho Chu também ajuda a explicar sua ligação com a missão no Brasil.

Ele cresceu em uma família ateia e recebeu o batismo durante o período em que prestava serviço militar na Força Aérea da Coreia do Sul. Depois, tornou-se músico católico e veio ao Brasil como missionário.

Venha conhecer a história de conversão de Junho Chu no dia que ele visitou o Santuário Nacional!

Fonte: ACI Digital

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