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Dom Geraldo Lyrio relaciona Documento de Aparecida com o Pontificado de Francisco

Escrito por Lais Silva

20 JUN 2022 - 14H56 (Atualizada em 20 JUN 2022 - 15H11)

Reprodução / CNBB

Neste ano, a Conferência e o Documento de Aparecida completam 15 anos e entre as ocasiões que celebram a data, o arcebispo emérito de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha falou sobre a relação entre a V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe com o pontificado de Papa Francisco.

Em 2007, dom Geraldo foi eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) e atualmente, em 2022, destacou pontos de aproximação entre resultado da Conferência e o pontificado confiado a Jorge Mário Bergoglio.

Percebe-se nesse documento a influência da Conferência de Aparecida. São muitos os pontos de aproximação entre os dois documentos e o pontificado do Papa Francisco”.

Na época Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires e foi o relator do documento final da Conferência de Aparecida. Em outubro de 2012, foi realizado o Sínodo sobre a nova evangelização, convocado pelo Bento XVI. Dom Geraldo lembra que com a escolha do cardeal Bergoglio para ser o novo Papa, ficou para ele a missão de elaborar a exortação apostólica que se intitulou Evangelii Gaudium, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.

“Sem dúvida, um Papa latino-americano traz para o conjunto da cristandade, e podemos dizer para a própria humanidade, a contribuição específica da Igreja na América Latina e no Caribe, especialmente como ficou consignado e sistematizado na Conferência de Aparecida”.Leia MaisEm assembleia, Bispos paulistas recordam 15 anos do Documento de AparecidaDom Orlando faz avaliação dos 15 anos do Documento de AparecidaPresidente da CNBB fala da importância do Documento de Aparecida

Pontos relacionados

Dom Geraldo Lyrio apresentou três pontos de aproximação entre o resultado da Conferência e o pontificado de Francisco: Forte cunho missionário, evangélica opção preferencial pelos pobres e ecologia.

O arcebispo emérito lembra que a missão faz parte da "conversão pastoral" e salienta que a expressão “Igreja em saída” vai ao encontro com o pontificado de Francisco.

“O forte cunho missionário do Documento de Aparecida, que aparece com grande vigor na expressão ‘conversão pastoral’, que significa entrar, decididamente, nos processos de renovação missionária e abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favorecem a transmissão da fé”.

Ele também apontou a importância de levar o evangelho aos pobres e afirmou que esta ação “é claramente reafirmada na Evangelii Gaudium. Hoje e sempre os pobres são os destinatários privilegiados do Evangelho. E a evangelização dirigida gratuitamente a eles é sinal do Reino que Jesus veio trazer”.

Por fim o ex-presidente da CNBB falou sobre a ecologia, e conta que em Aparecida tem o destaque para a vida do planeta: “nossa casa comum e o lugar da aliança de Deus com os seres humanos e com toda a criação”. E enfatizou o cuidado com nossa Casa Comum, que Papa Francisco falou em sua carta encíclica Laudato Si’.

“Unida a essa problemática encontra-se a questão da Amazônia, como evidenciam o Sínodo para a Amazônia e a Conferência Eclesial para a Amazônia, ambos instituídos pelo Papa Francisco”.

Assista a entrevista na íntegra


Fonte: CNBB

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