A cerimônia de abertura do Congresso Internacional Concílio Vaticano II: 60 anos a caminho da esperança, aconteceu na última segunda-feira (8), e marcou o início de três dias, debates, celebrações e conferências que culminam nesta quarta-feira (10).
O evento foi organizado pela Arquidiocese de Goiânia, a PUC Goiás e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.
Uma Santa Missa presidida pelo arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, marcou oficialmente o início do congresso no Auditório Mãe da Igreja.
Em seguida, aconteceu a mesa de abertura e a conferência inaugural do bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, dom Alexandre Palma, que abordou os 60 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, evento que ele afirma ser “o grande acontecimento na história da Igreja no período contemporâneo”.
O Bispo enfatizou que é indispensável retomar a mensagem do Concílio, já que ele é uma bússola e um mapa para o caminhar da Igreja. E reforçou que, apesar dos desafios inéditos do mundo, o Concílio Vaticano II oferece os fundamentos para enfrentá-los.
“Trata-se de compreender o que o concílio fala para nós, para pensar e ser Igreja mais em conjunto, mais sinodal”.
Em entrevistas aos jornalistas presentes no evento, o presidente da CNBB fez uma análise sobre o legado do Concílio Vaticano II. Ele explicou que o concílio foi uma “lufada de ar fresco” que despertou o ânimo missionário da Igreja, “ao buscar responder aos sinais dos tempos a partir da tradição”.
“Precisamos voltar ao concílio [...] suas intuições continuam oferecendo indicações preciosas para a mobilização no mundo de hoje”.
O Cardeal Spengler destacou ainda que atualmente a Igreja enfrenta a dificuldade de levar a fé para as novas gerações e considerou esse problema como “uma realidade que preocupa e desafia”, principalmente com as transformações culturais.
“Com que linguagem, com que metodologia, podemos tornar outros participantes da fé que nos une?”
Dom Jaime Spengler relacionou o Concílio com o Brasil, e destacou que as questões sociais são urgentes e “exigem de todo batizado uma postura à altura”.
“Não podemos ficar indiferentes diante das situações onde a vida não é suficientemente respeitada e promovida. O concílio nos ajuda a elaborar uma resposta diante destas situações de dor e muitas vezes de morte”, disse.
add_circle A prática da sinodalidade na história da Igreja Católica
Fonte: CNBB
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