A Igreja no Brasil inicia um novo capítulo de sua caminhada pastoral com as nomeações episcopais anunciadas pelo Papa Leão XIV no dia 8 de janeiro, confiando novas missões a lideranças eclesiais com longa trajetória de serviço à comunidade.
As nomeações são para as arquidioceses de Sorocaba (SP) e Juiz de Fora (MG), para Sorocaba, o Papa nomeou Dom José Roberto Fortes Palau, até então bispo da Diocese de Limeira.
A nomeação foi recebida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que enviou uma carta de saudação ao novo Bispo, recordando que a missão episcopal se constrói na escuta de Deus e no compromisso com o povo, evocando palavras do Papa Leão XIV ao fechar a Porta Santa do Ano Jubilar da Basílica de São Pedro, sobre pavimentar um Reino que cresce e transforma a história.
“Deus põe em questão a ordem existente: tem sonhos que ainda hoje inspira nos seus profetas; está determinado a resgatar-nos de antigas e novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres, santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua justiça. Não faz barulho, mas o seu Reino já está a germinar em todo o mundo”, conforme o agradecimento publicado no site da CNBB.
Trajetória de Dom José Roberto Fortes Palau
Dom José Roberto nasceu em Jacareí (SP), em 1965, e foi ordenado sacerdote em 1993. É mestre em Teologia da Espiritualidade pela Pontifícia Faculdade de Teologia Teresianum e Doutor em Teologia pela PUC (RJ).
O bispo construiu sua trajetória religiosa entre o serviço pastoral e o ensino teológico. Tendo atuado como reitor do seminário de Teologia da diocese de São José dos Campos, foi professor de Teologia da Espiritualidade no Instituto Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté, participou do Conselho de Presbíteros da Diocese de São José dos Campos e do Colégio de Consultores. Atuou também como diretor da Escola Diaconal, diretor e professor na Faculdade Católica de São José dos Campos (2008 a 2014);
Foi Pároco da Paróquia São José, em São José dos Campos, coordenador da Pastoral Presbiteral da Diocese de São José dos Campos, Vigário Geral da Diocese de São José dos Campos e Pároco na Paróquia Santo Agostinho. Seu último trabalho, antes do novo cargo, havia sido designado para a Diocese de Limeira (SP) como bispo da Diocese.
Novo arcebispo de Juiz de Fora
Também nesta quinta-feira, o Papa Leão XIV nomeou o novo bispo Dom Marco Aurélio Gubiotti para a Arquidiocese de Juiz de Fora (MG). A decisão acompanha a aceitação da renúncia de Dom Gil Antônio Moreira, que agora torna-se arcebispo emérito.
Na mensagem de acolhida ao Bispo, a CNBB abordou o chamado à intercessão de Santo Antônio, padroeiro da arquidiocese da cidade, que foi invocado para acompanhar o novo arcebispo.
“Que Santo Antônio, padroeiro da arquidiocese de Juiz de Fora, seja guia e intercessor no seu pastoreio! E possa ecoar em seu coração o chamado renovado do Papa Leão à celebração da Epifania ao encerrar o Ano Santo”, afirmou a CNBB.
Caminhada pastoral de Dom Marco Aurélio
Dom Marco Aurélio nasceu na cidade de Ouro Fino (MG), em 1963. Foi ordenado presbítero em 1989, construiu sua trajetória pastoral e acadêmica em diversas áreas, com destaque para sua atuação como formador, professor de Sagrada Escritura e gestor de instituições teológicas.
Cursou filosofia no seminário arquidiocesano de Pouso Alegre, e a teologia no Instituto Teológico SCJ, em Taubaté (SP). É mestre em Sagradas Escrituras, auxiliou com a formação do Seminário de Pouso Alegre, foi diretor do Instituto Teológico Interdiocesano São José e diretor-geral da FACAPA, Faculdade Católica de Pouso Alegre e professor na área de Sagrada Escritura no curso de Teologia da FACAPA.
Exerceu o ministério nas paróquias de São Caetano, em Brasópolis; Santo Antônio (Jacutinga) Nossa Senhora Aparecida (Tocos do Moji) São Sebastião (São Sebastião da Bela Vista) Nossa Senhora de Fátima, (Santa Rita do Sapucaí) e Nossa Senhora de Fátima (Pouso Alegre).
Antes de ser nomeado para a Arquidiocese de Juiz de Fora, havia sido nomeado bispo em 2013, para comunidade de Itabira-Coronel Fabriciano, em exerceu seu ministério episcopal com forte ênfase na animação bíblico-catequética, na comunhão e na proximidade com o clero e as comunidades.
Seu lema episcopal, “Pela graça de Deus” (1Cor 15,10), expressa a espiritualidade que marca sua caminhada e que agora se projeta para uma nova etapa à frente da Igreja de Juiz de Fora.
Gratidão ao Bispo emérito
A CNBB também manifestou gratidão a Dom Gil Antônio Moreira por sua vida dedicada à Igreja, reconhecendo sua contribuição nas áreas de formação, comunicação, da cultura e pastoral vocacional.
“Louvamos a Deus por sua vida e frutuoso ministério nas dioceses de São Paulo, Jundiaí e em Juiz de Fora. Sua vida a serviço revela a corrente viva da Igreja que brota do Evangelho e fecunda cada momento histórico”, concluiu a homenagem da CNBB.
+ Tudo o que você precisa saber sobre o primeiro Consistório do Papa
Fonte: CNBB
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