Na Audiência Geral desta quarta-feira (11), o Papa Leão XIV retomou a reflexão sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium, concentrando-se no capítulo dedicado ao povo de Deus.
O Pontífice explicou que a história da salvação mostra Deus agindo dentro da história humana por meio de um povo escolhido. Segundo ele, essa dinâmica aparece já no Antigo Testamento, quando Deus estabelece uma aliança com os descendentes de Abraão.
Leão XIV recordou que, após libertar os hebreus da escravidão, Deus firmou uma aliança com eles e permaneceu próximo ao longo do caminho. “Com os filhos de Abraão, depois de os libertar da escravidão, Deus faz uma aliança, acompanha-os, cuida deles e reúne-os sempre que se desviam”, afirmou.
De acordo com o Papa, a identidade desse povo nasce da iniciativa de Deus e da fé depositada nele. A missão recebida também possui um caráter universal. “São chamados a tornar-se luz para as outras nações, como um farol que atrairá todos os povos, toda a humanidade.”
A catequese recordou que essa preparação culmina em Cristo. O Concílio Vaticano II ensina que a antiga aliança apontava para a nova e definitiva aliança realizada por Jesus.
Segundo o Papa, é o próprio Cristo quem reúne de forma definitiva o povo de Deus. A unidade surge da fé Nele e da participação em Sua vida.
“Esta é a Igreja: o povo de Deus que extrai a sua existência do corpo de Cristo e que é ele próprio o corpo de Cristo; não um povo como os outros, mas o povo de Deus, chamado por Ele e composto por mulheres e homens de todos os povos da terra. O seu princípio unificador não é uma língua, uma cultura, uma etnia, mas a fé em Cristo”.
Leão XIV destacou que os membros desse povo não se distinguem por títulos ou méritos pessoais. O que define o cristão é a graça recebida em Cristo. Antes de qualquer função dentro da Igreja, afirmou o Papa, o essencial é ser filho de Deus.
“Estamos na Igreja para receber continuamente a vida do Pai e viver como seus filhos e irmãos uns dos outros”. Dessa realidade nasce também a lei que orienta a vida da comunidade cristã: o amor.
Para o Pontífice, a Igreja caminha na história para viver o Reino de Deus, que envolve toda a humanidade.
Ao tratar da missão da Igreja, Leão XIV ressaltou sua dimensão universal. A comunidade cristã não pode fechar-se em si mesma.
“Unificada em Cristo, Senhor e Salvador de todo o homem e mulher, a Igreja nunca poderá fechar-se sobre si mesma, mas estará aberta a todos e para todos”, disse.
O Papa explicou que a evangelização alcança também aqueles que ainda não conhecem o Evangelho.
“Mesmo aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão, de algum modo, orientados para o Povo de Deus, e a Igreja, cooperando na missão de Cristo, é chamada a difundir o Evangelho por toda a parte e a todos, para que todos possam entrar em contato com Cristo”, afirmou.
Ele acrescentou que essa missão exige o testemunho cotidiano dos cristãos. “Isto significa que na Igreja há e deve haver lugar para todos, e que todo o cristão é chamado a anunciar o Evangelho e a dar testemunho em todos os ambientes em que vive e trabalha.”
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No final da catequese, o Papa destacou que a diversidade presente na Igreja revela um sinal de esperança para o mundo atual. Para ele, a convivência de pessoas de diferentes culturas, línguas e nações demonstra a possibilidade de unidade em meio às divisões do tempo presente.
“É um grande sinal de esperança – sobretudo nos nossos dias, marcados por tantos conflitos e guerras – saber que a Igreja é um povo no qual, em virtude da fé, coexistem mulheres e homens de diferentes nacionalidades, línguas ou culturas”.
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Fonte: Vatican News
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