O novo relatório anual divulgado pela Agência Fides aponta que, no ano de 2025, 17 religiosos católicos, dentre eles sacerdotes, religiosas, seminaristas e leigos, foram assassinados em diferentes partes do mundo.
Mais do que estatísticas, são histórias de fidelidade a Cristo, vindas de pessoas que testemunharam seu amor pela Igreja até o fim. Ao longo dos últimos 25 anos, de 2000 a 2025, 626 missionários e agentes pastorais perderam a vida de forma violenta, muitos deles não necessariamente por ódio direto à fé, mas por estarem onde poucos querem estar: junto dos mais vulneráveis, fazendo missões em países próximos às áreas de conflitos e em territórios marcados pela pobreza e pela exclusão.
Em uma estrada de terra próxima à cidade de Bondokuy, no país Burkina Faso, no dia 25 de janeiro de 2025, Mathias Zongo e Christian Tientga, jovens catequistas da paróquia de Ouakara, seguiam no caminho em uma motocicleta quando foram surpreendidos por homens armados. Não houve tempo para fuga. Os dois foram mortos ali mesmo.
Eles eram conhecidos pela dedicação às comunidades e pelo serviço simples, cotidiano, que sustentava a vida de fé naquele território marcado pelo medo.
No Sudão, em meio à violência da guerra civil que devasta a região de Darfur do Norte, o padre Luka Jomo, pároco de El Fasher, morreu durante a noite, atingido por estilhaços enquanto estava com dois jovens.
A morte do sacerdote escancarou, mais uma vez, o custo humano de permanecer ao lado do povo em contextos extremos. A paróquia onde o Padre se encontrava, fica próxima a uma das áreas mais afetadas pelo conflito, tornou-se refúgio para muitos e também lugar de risco permanente.
O continente africano é onde se concentra grande parte dessas histórias. Comunidades inteiras seguem vivendo sob ameaças de sequestros, ou de uma violência armada que chega a atingir até mesmo lugares que buscam proporcionar esperança e solidariedade.
O arcebispo da Nigéria, Fortunatus Nwachukwu, secretário do Dicastério para a Evangelização, lamentou este cenário e falou sobre o uso distorcido da religião como justificativa para a violência.
Segundo ele, é urgente que os líderes religiosos e as autoridades rejeitem publicamente qualquer tentativa de legitimar crimes em nome da fé.
A dor também se espalha por outros continentes. No Haiti, duas religiosas foram assassinadas durante confrontos entre gangues armadas. No México, um sacerdote foi encontrado morto após ser sequestrado. Na Europa, um Padre polonês de 58 anos foi estrangulado dentro da própria casa paroquial.
São tragédias de realidades diferentes, contextos distintos, mas sempre com um fator constante: são pessoas que permaneceram ao lado de suas comunidades até o fim.
O Papa Leão XIV, em sua homilia na Missa dos mártires e testemunhas da fé do Século XXI, no Vaticano, em setembro do ano passado, recordou que esses homens e mulheres anunciaram o Evangelho “sem jamais usar as armas da força e da violência, mas abraçando a força frágil e gentil do Evangelho.”
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Fonte: Vatican News
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