Por que uma das maiores mentes do século XX decidiu rezar apenas uma oração? A resposta está no livro “O Pai-Nosso de Simone Weil”, uma obra curta e surpreendentemente atual para homens e mulheres que buscam sentido, fé e coerência na vida.
Publicado pela Editora Ideias & Letras, neste livro é possível compreender como a filósofa francesa, conhecida por seu engajamento político e social, encontrou na oração do Pai-Nosso um caminho que mudou sua relação com Deus, com o trabalho e com o sofrimento.
Em cada estrofe da oração, Simone faz uma reflexão que reforça ainda mais o seu significado, como afirmou François Dupuigrenet Desroussilles, responsável pela apresentação do livro:
"Esta oração contém todos os pedidos possíveis; não é possível imaginar alguma oração que já não esteja contida nela. Ela está para a oração como Cristo está para a humanidade. É impossível pronunciá-la uma vez, conferindo a cada palavra a plenitude da atenção, sem que uma mudança, quem sabe infinitesimal, mas real, se verifique na alma."
Essa visão ajuda a entender por que Simone Weil fez do Pai-Nosso o centro da sua vida interior.
add_box A ousadia do “Pai-Nosso”
Nascida em 1909, Simone Weil foi uma das mulheres mais brilhantes de sua geração. Estudou filosofia na Sorbonne e se tornou a primeira mulher catedrática da França, ou seja, uma professora universitária titular.
Apesar de ser uma ávida leitora, deixou a sala de aula para trabalhar em fábricas. Lutou ao lado de operários e engajou-se na Resistência Francesa durante a ocupação nazista.
Doente de tuberculose, morreu em 1943, aos 34 anos, após uma greve de fome em solidariedade aos franceses que sofriam com o racionamento.
Em uma carta ao dominicano Pe. José Maria Perrin, Simone Weil contou como o Pai-Nosso se tornou sua única forma de oração: "Desde então, eu me impus como única prática de oração recitá-lo uma vez cada manhã com total atenção".
Em 1942, em Marselha, Simone escreveu um comentário completo sobre o Pai-Nosso. Ela meditou cada versículo, em grego, como faziam os grandes teólogos da história da Igreja e da forma como havia aprendido.
François Dupuigrenet Desroussilles mostra que esse texto hoje deve ser lido ao lado de nomes como Tertuliano, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Karl Barth. Não por acaso, o historiador Jacques Julliard chamou esse encontro com a filósofa de "o choque Simone Weil".
Simone Weil não separava a fé de sua vida. Durante as vindimas em La Garde, exausta pelo trabalho no campo, ela começou a rezar o Pai-Nosso muitas vezes ao dia.
Ali nasceu o que ela chamava de “mística do trabalho”, uma espiritualidade que une esforço, cansaço e Deus. Para ela, quem trabalha com o coração voltado para o Alto vive algo essencial: "Nenhum objetivo terreno separa de Deus os que trabalham".
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