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Papa inaugura Torre de Jesus Cristo na Sagrada Família

Em sua homilia, Leão XIV diz que fé em Cristo é incompatível com a guerra e destaca compromisso dos cristãos com a vida e a esperança

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Escrito por Redação A12

11 JUN 2026 - 08H10 (Atualizada em 11 JUN 2026 - 12H01)

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Em viagem apostólica, o Papa Leão XIV participou da inauguração da Torre de Jesus Cristo na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona. Na homilia, o Santo Padre reforçou que a fé exige o compromisso com a vida, a paz e o cuidado com os mais vulneráveis.

Na celebração que também marcou o centenário da morte de Antoni Gaudí, o Pontífice afirmou que "não podemos acreditar em Jesus e promover a guerra", além de destacar a Sagrada Família como um testemunho vivo da fé que continua a ser construída ao longo das gerações.

Reconhecida como um dos principais símbolos de Barcelona e visitada por milhões de pessoas todos os anos, a Basílica teve sua construção iniciada em 1882. O projeto original foi elaborado por Francisco de Paula del Villar, mas ganhou uma nova concepção após a chegada de Gaudí à obra, em 1883.

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Durante a homilia, o Pontífice destacou o significado espiritual do templo, relacionando sua construção contínua ao percurso da vida do cristão.

“Esta igreja é um edifício único, constituído por muitas pedras. Uma casa que cresce continuamente ao longo dos anos, seguindo um mesmo projeto. Todos nós somos as pedras vivas desta obra, que tem Cristo como fundamento e ápice, princípio e fim.”

Segundo Leão XIV, a Basílica da Sagrada Família recorda que a vida é um caminho permanente de crescimento e colaboração com o projeto de Deus.

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Basílica recorda que a vida cristã está em construção

O Papa explicou que a aparente incompletude da basílica não representa uma falha, mas um sinal de esperança e compromisso.

“Não habitamos, portanto, uma obra inacabada, mas um templo ainda em construção. A sua imperfeição não é um defeito, pois testemunha um desejo; não significa uma falta, mas expressa uma promessa que queremos honrar com coerência.”

O Pontífice também recordou que os cristãos são chamados a cooperar com Deus na construção da própria vida, tornando-se verdadeiros templos do Espírito Santo. 

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Leão XIV: “Não podemos acreditar em Jesus e promover a guerra”

Ao refletir sobre a presença de Deus diante das dificuldades humanas, Leão XIV destacou que Cristo permanece ao lado da humanidade mesmo diante do mal.

“Feito homem, Ele torna-se para nós o Emanuel, fonte de graça, perdão, salvação e vida nova. Queridos irmãos, não podemos acreditar em Jesus e promover a guerra. Não podemos acreditar em Jesus e matar o inocente. Não podemos acreditar em Jesus e abandonar quem sofre, quem chora, quem foge da miséria.

O Papa afirmou que a cruz colocada no topo da basílica deve recordar aos fiéis a lógica do Evangelho, marcada pela esperança e pela transformação promovida por Deus.

“Por isso, recordemos nesta tarde que a Cruz de Cristo que coroa esta basílica, é a Cruz dos últimos que se tornam os primeiros, dos pecadores que se tornam santos, dos mortos que ressuscitarão.”

Ao comentar a nova Torre de Jesus Cristo, o Pontífice afirmou que olhar para Cristo permite enxergar o mundo de forma renovada. Segundo ele, a cruz transforma-se em um sinal de caridade e esperança, iluminando a cidade como um farol voltado para o Mediterrâneo.

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Gaudí é lembrado como testemunha de fé

Durante a celebração, Leão XIV também recordou a figura de Antoni Gaudí, cuja morte completa 100 anos em 2026. O Papa ressaltou que a criatividade humana encontra seu sentido mais profundo quando se torna expressão da fé.

“Como arquiteto ardente de fé, o venerável Antoni Gaudí concebeu estes espaços com o desejo de narrar os mistérios da vida do Senhor.

O Pontífice agradeceu ainda aos artistas, trabalhadores, promotores e benfeitores que colaboram na construção da basílica ao longo das décadas.

Segundo ele, a Sagrada Família permanece como uma forma privilegiada de evangelização por meio da arte, constituindo “uma catequese eloquente feita de pedras, cores e luz”.

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Beleza que conduz ao Evangelho

Na parte final da homilia, Leão XIV destacou a importância da arte e da beleza para a missão evangelizadora da Igreja, especialmente em uma época marcada pela comunicação visual.

O Papa convidou os fiéis a contemplarem Cristo para aprender dele a viver o Evangelho e a olhar com atenção para aqueles que mais sofrem.

“Enquanto levantamos o olhar para Ele, o Crucificado Ressuscitado, comprometamo-nos a erguer o rosto daqueles que jazem no pó.”

Ao concluir, expressou o desejo de que a Basílica da Sagrada Família continue sendo um sinal de fé para os peregrinos e habitantes da Catalunha, guiando-os pela luz da cruz de Cristo e pela esperança do Evangelho.

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Fonte: Vatican News

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