Ao refletir o Evangelho deste domingo (8), no qual Jesus chama os discípulos de sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14), o Papa Leão XIV convidou os fiéis a viverem gestos concretos de amor ao próximo e de atenção aos que mais precisam.
Segundo o Pontífice, são atitudes simples, mas cheias de caridade, que reacendem a alegria no coração. Acolhendo a mensagem das Bem-aventuranças e colocando em prática o Evangelho, recordou ainda que “até a ferida mais profunda será curada”, quando a vida é marcada pela doação e por um “amor que não faz barulho”.
O Papa destacou que a alegria que brota na doação se manifesta no modo como escolhemos viver. Quando caminhamos com Jesus, nossas atitudes e palavras ganham novo significado.
Ao contrário, tudo o que se distancia da pobreza de espírito, da mansidão, da simplicidade de coração e da sede de justiça perde o sabor e o brilho. São justamente essas virtudes que abrem espaço para a misericórdia, a paz e a reconciliação.
Recordando o profeta Isaías, Leão XIV mostrou que a luz de Deus resplandece quando se vive a caridade concreta ao repartir o pão com quem tem fome, acolher quem não tem abrigo, vestir quem necessita e cuidar dos que estão próximos, começando pela própria casa. Porém, alertou que é triste quando a pessoa perde o sabor da fé e deixa de viver a alegria do Evangelho:
"Quantas pessoas – talvez já tenha acontecido também conosco – se sentem descartáveis, imperfeitas. É como se a sua luz tivesse sido escondida. Jesus, porém, anuncia-nos um Deus que nunca nos descartará, um Pai que guarda o nosso nome, a nossa singularidade. Qualquer ferida, mesmo a mais profunda, será curada ao acolhermos a palavra das Bem-aventuranças e ao voltarmos a caminhar pela via do Evangelho."
O Pontífice reforçou que são os gestos de abertura e cuidado com o outro que devolvem à vida seu verdadeiro sabor. É no amor vivido com discrição e generosidade que a alegria floresce, como na “vida doada, o amor que não faz barulho”.
“Irmãos e irmãs, deixemo-nos alimentar e iluminar pela comunhão com Jesus. Sem qualquer tipo de ostentação, seremos como uma cidade no monte, não apenas visível, mas também atrativa e hospitaleira: a cidade de Deus, onde, no fundo, todos desejam habitar e encontrar a paz.”
O Santo Padre também voltou seu olhar à situação da Nigéria, país que tem sofrido com recorrentes episódios de violência e sequestros.
Ao final do Angelus, recordou o sofrimento de comunidades inteiras abaladas pela insegurança provocada pela ação de grupos armados que disputam territórios.
"É com dor e preocupação que tomei conhecimento dos recentes ataques contra várias comunidades na Nigéria, que causaram graves perdas de vidas humanas. Expresso minha proximidade em oração a todas as vítimas da violência e do terrorismo. Espero que as autoridades competentes continuem trabalhando com determinação para garantir a segurança e a proteção da vida de todos os cidadãos."
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Fonte: Vatican News
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