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TV Aparecida vence mais um prêmio de Comunicação da CNBB

A Rede Aparecida de Comunicação recebeu o prêmio Clara de Assis (televisão), pela produção do documentário "Arquivo A: Desafios da Igreja: Alto do Rio Negro"

Escrito por Isabela Araujo

25 JUL 2022 - 20H22 (Atualizada em 24 NOV 2022 - 12H05)

Reprodução/ CNBB

Na última quarta-feira, 23 de novembro, foi transmitida a cerimônia dos Prêmios de Comunicação da CNBB, que a cada ano tem o objetivo reconhecer publicamente, em nome da Igreja Católica, o trabalho jornalístico e cultural nacional, com atuação ao serviço à dignidade humana e aos valores do Evangelho. 

A Rede Aparecida de Comunicação recebeu o prêmio Clara de Assis (televisão), pela produção do documentário "Arquivo A: Desafios da Igreja: Alto do Rio Negro", de Camila Franco Morais (TV Aparecida).

A premiação se dá nas seguintes áreas: Cinema, Rádio, Televisão, Imprensa e Internet, bem como no campo da pesquisa acadêmica em comunicação e iniciativas da Pastoral da Comunicação.

Esta foi a 54ª edição e contempla os projetos realizados do dia 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2021, que se inscreveram de forma correta, de acordo com o edital.

Foram divulgados pela CNBB, em julho, os finalistas das 7 categorias desta edição. Os vencedores foram nomeados presencialmente ontem (23) e os prêmios foram: Margarida de Prata (cinema), Microfone de Prata (rádio), Clara de Assis (televisão), Dom Helder Câmara (imprensa), Dom Luciano Mendes de Almeida (internet), Pastoral Kerigma (Pastoral da Comunicação) e Papa Francisco (teses e dissertações).

Assista ao Documentário ganhador do Prêmio Clara de Assis :

Camila é jornalista formada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pós-graduada em Gestão de Conteúdo em Comunicação e Linguagem pela Universidade Metodista. Trabalhou como produtora dos telejornais na TV Record Paulista e como Assessora de Imprensa da Diocese de Bauru. Também atuou como repórter e apresentadora na TV Canção Nova e como repórter na afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, Rede Vanguarda.

Atualmente, Camila é repórter e apresentadora da TV Aparecida e responsável pela série documental “Desafios da Igreja”. Em 2021, recebeu o Prêmio Clara de Assis, pelo documentário “Desafios da Igreja - Realidade Indígena”.

Para Camila, receber esse prêmio pela segunda vez é mostrar que a TV Aparecida está atendendo ao pedido do Papa Francisco.

“De mostrar uma Igreja missionária, uma Igreja com os pés no chão, de mostrar o trabalho social que ela faz. Quando você produz um material não é pensando em ganhar um prêmio, mas em mudar a realidade das pessoas. Fiquei muito feliz em saber desse reconhecimento por parte da CNBB.

Ter o reconhecimento para esse trabalho significa dar visibilidade à causa indígena, dar visibilidade aos problemas que envolvem os indígenas, como foi no caso do documentário, a exploração sexual de menores e o alcoolismo. O documentário mostra a ação da Igreja e a preocupação em dar uma resposta a esse problema social tão sério e tantas vezes negligenciado pelo poder público”, explicou.

Reprodução/ Camila Morais
Reprodução/ Camila Morais
Camila junto de João Éder, cinegrafista, e Luís Henrique, auxiliar técnico, na gravação do "Arquivo A: Desafios da Igreja: Alto do Rio Negro"


A jornalista também evidenciou o papel de preocupação da Igreja com os povos indígenas com o exemplo dos documentos “Laudato Si” e “Querida Amazônia”, do Papa Francisco, bem como as ações de mobilização à proteção dos mesmos. Para ela, o fato do tema ser urgente e demandar resposta do poder público colaborou para chegar a final.

Camila destacou entre os principais desafios na elaboração do projeto o medo do desconhecido e o fato de ouvirem diversas histórias de abusos e não poderem fazer mais do que dar voz às histórias e as pessoas:

“São muitos desafios quando vamos gravar na Amazônia. O primeiro é o medo do desconhecido. Ficamos dois dias viajando de barco no Alto Rio Negro. O barco não tem segurança, a alimentação é bem básica, dormimos na maioria das vezes nas aldeias. Então, enfrentar o desconhecido é sempre um grande desafio. O segundo desafio é ouvir tantas histórias de abuso e não poder fazer mais do que dar voz, vez e visibilidade para essas pessoas. Gostaria de ter outras formas de ajudá-las, mas não é possível. Mas saber que outras pessoas tiveram acesso ao documentário, que esse assunto está sendo abordado, já é uma grande conquista”, reconheceu Camila.

Mariana Joffre
Mariana Joffre
Camila Morais ao receber o Prêmio de Comunicação da CNBB - Clara de Assis, pelo documentário "Desafios da Igreja - Realidade Indígena", em 2021


A jornalista deixou seu agradecimento a toda a equipe:

No mundo da comunicação, ninguém faz nada sozinho. Agradeço ao cinegrafista que esteve comigo durante toda essa jornada, o João Éder, e ao auxiliar técnico, Luís Henrique. Eles foram essenciais para a elaboração de um bom material. Cada um com seu ponto de vista ajudou a construir um documentário de alta qualidade. Agradeço também aos jurados da PUC Goiás. Sem eles não estaríamos dando, mais uma vez, visibilidade à causa indígena”.


Finalista do Prêmio Microfone de Prata - Jornalismo: "Brasil: Face que Clama por Misericórdia" (Rádio Aparecida)

Fernanda Prado e Rafaela Oliveira são as responsáveis pelo especial da Rádio Aparecida.

Fernanda é natural de Cruzeiro, interior de São Paulo, e já atuou na emissora local RC Vale. Integra a equipe de Jornalismo da Rádio Aparecida desde novembro de 2020 e, atualmente, cursa Comunicação Social - Jornalismo, no Centro Universitário Teresa D'Ávila (UNIFATEA).

Rafaela, nascida em Guaratinguetá, também no interior de São Paulo, é formada em jornalismo pelo Centro Universitário Teresa D'Ávila (UNIFATEA). Iniciou os trabalhos como estagiária na Rádio Aparecida e permanece integrando o time. No momento, cursa pedagogia na Universidade Anhembi-Morumbi.

Para ambas, o sentimento ao chegar à final do Prêmio é de gratidão. O projeto exigiu muito tempo, dedicação e disposição para que conseguissem chegar em quem realmente vivia a realidade exposta e para que fosse possível levar essa informação para as demais pessoas com cuidado e sensibilidade. Por isso, o resultado final, que já foi gratificante, recebera mais luz após o reconhecimento.

“O reconhecimento deste especial significa abrir os olhos para problemas que estão enraizados na sociedade brasileira, como a pobreza, a violência e o preconceito, mas que são pouco debatidos. Abordar esses temas é um dos caminhos para instigar a implantação de políticas públicas eficientes que possam tirar da invisibilidade a população que vive às margens da sociedade”, explica Fernanda.

Reprodução/ Rafaela Oliveira
Reprodução/ Rafaela Oliveira
Rafaela e Fernanda junto de Marcos Prado, responsável pelos trabalhos técnicos e plástica do especial "Brasil: Face que Clama por Misericórdia"


O projeto visa retratar o cenário atual de agravamento da pobreza no país e, para Fernanda, o atrativo está exatamente em dar visibilidade à questão. “Apesar de grave, é um problema que não ganha espaço com frequência na mídia. É necessário abrir os olhos para essa triste realidade e o especial faz esse convite: romper as barreiras da indiferença e reconhecer as dificuldades do próximo para superarmos as injustiças sociais, compartilha a jornalista.

Rafaela compartilha da visão da Fernanda, mas complementa outras questões, que acredita serem fatores de sucesso para o especial. “Um dos pontos fortes do nosso trabalho foi o tema, propriamente dito, mas também o planejamento que a gente teve [...] a gente quis trazer mesmo a realidade de quem passou por aquilo, então a gente quis ir atrás do morador de rua, a gente quis ir atrás de quem foi afetado na pandemia, a gente quis ir atrás do jovem”, explica a profissional sobre o comprometimento com a veracidade dos fatos retratados e a profundidade do material.

Ambas retratam o comprometimento com o especial, o quão fundamental foi o trabalho em equipe para o resultado que tiveram e o quão desafiador e gratificante foi fazê-lo. “Um trabalho que foi pensando anteriormente, que foi conversado, analisado, pensado para fazer e feito com muito carinho, com muita dedicação, pensando em ajudar o outro, em levar a realidade do nosso país para que todos pudessem acompanhar, detalha Rafaela.

As jornalistas compartilham seus agradecimentos:

Reprodução/ Fernanda Prado
Reprodução/ Fernanda Prado

“Agradeço aos meus colegas Rafaela Oliveira e Marcos Prado, que trabalharam diretamente na produção deste especial. A eles minha eterna gratidão e admiração. Ao José Eduardo, nosso editor-chefe que sempre nos presta total apoio, bem como a direção da rádio. E também a todos os colegas que se dedicam a entregar os melhores conteúdos diariamente aos ouvintes da Rádio Aparecida.” - Fernanda Prado.


Reprodução/ Rafaela Oliveira
Reprodução/ Rafaela Oliveira

“Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, porque sem ele nada seria possível, e a Nossa Senhora, de quem sempre fui muito devota, sempre pedi pra ela desde criança, coloquei tudo nas mãos de Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Então agradecer muito, muito, muito a Deus e a Nossa Senhora por isso. Agradecer também a Rádio Aparecida, a Rede Aparecida de Comunicação, por dar oportunidade tanto a mim quanto à Fernanda.

Nós duas fomos estagiárias, mas nós somos profissionais recém-formadas e ter essa oportunidade dentro da Rede Aparecida de Comunicação, de poder mostrar o nosso trabalho, de poder trabalhar realmente com dedicação e ver esse resultado, é somente agradecer. Agradecer ao nosso editor, José Eduardo, que abraçou com a gente nossa ideia e fez acontecer ali junto com a gente e também ao Padre Inácio, que é o nosso diretor, agradecer a todas as pessoas envolvidas, a nossa Família que nos apoiou... Então são muitas pessoas a agradecer.” - Rafaela Oliveira.

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